Poucos setores da economia dependem tanto de coordenação de longo prazo quanto o elétrico: usinas de geração e linhas de transmissão de energia levam anos para serem construídas e amortizadas, e um erro de planejamento hoje só aparece na conta de luz anos depois. Foi para lidar com esse horizonte que o Brasil construiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), instituições que existem para transformar planejamento técnico em previsibilidade de décadas. Apesar disso, esse desenho vem sendo corroído aos poucos por decisões movidas a interesses específicos no setor.
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