Incêndio na UFPE causa prejuízo de R$ 100 milhões, diz reitor

Incêndio na UFPE causa prejuízo de R$ 100 milhões, diz reitor

Incêndio que destruiu prédio da UFPE, na noite da quarta-feira, causou prejuízo de R$ 100 milhões, segundo o reitor. Ninguém ficou ferido no incêndio, que atingiu laboratórios de fármacos, informática e genética, destruindo 20 anos de pesquisas, diz Alfredo Gomes.

Corpo de Bombeiros apagou as chamas, e a Polícia Federal foi acionada para investigar o caso. Este foi o terceiro incêndio na UFPE em uma semana: outros casos ocorreram em laboratórios de física, em 30 de setembro, e biociências, no domingo. O terceiro incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em uma semana causou um prejuízo de R$ 100 milhões em equipamentos e causou a perda de 20 anos de pesquisas científicas (veja vídeo acima).

A estimativa foi repassada pelo reitor, Alfredo Gomes, à TV Globo na quarta-feira (7), horas após as chamas destruírem o prédio que abriga laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. “Tínhamos muitos equipamentos dentro do prédio, sobretudo no primeiro andar, e absolutamente tudo foi destruído pelo incêndio.

Cremos que nós tínhamos ali aproximadamente 100 tipos diferentes de pesquisas. Assim como amostras que se acumulam ao longo de 20 anos. Então é uma perda irreparável para a Universidade Federal de Pernambuco e para as pesquisas ali desenvolvidas, por mestrandos, doutorandos, na iniciação científica e também pelos nossos professores e professoras”, disse o reitor.

✅ Receba no WhatsApp as notícias do g 1 PE O prédio atingido pelo fogo é o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), que fica na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. O incêndio não deixou feridos, de acordo com a UFPE e com o Corpo de Bombeiros, que enviou cinco viaturas ao local para combater as chamas, trabalho que foi finalizado às 5 h desta quinta-feira (8).

“O fogo tomou conta de todo o pavimento superior e de uma sala no pavimento inferior. Tinham alguns laboratórios no pavimento inferior que a gente conseguiu preservar aprisionando o fogo. O incêndio ficou confinado na estrutura [do prédio], e todos os imóveis adjacentes não tiveram nenhum dano", disse o major do Corpo de Bombeiros, Melquezedek Calado.

Em nota, a UFPE informou que, por conta dos tipos de produtos armazenados no prédio, o fogo se alastrou rapidamente. A reitoria da universidade contou que ainda não identificou a causa inicial do fogo, mas acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o caso.

O g 1 procurou a PF, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. A UFPE informou que entrou em contato com os Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em busca de contornar os danos provocados pelo incêndio.

No X, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, lamentou o incêndio. “Recebemos com tristeza a notícia do incêndio [...] Felizmente, não houve feridos. Estamos em contato com a reitoria da UFPE e acompanhamos as investigações para apurar as causas do incêndio.

Colocamos o MEC à disposição para prestar todo o apoio necessário. Nossa solidariedade à comunidade da UFPE”, postou o ministro. O incêndio aconteceu próximo à Casa do Estudante da UFPE. De acordo com relatos de alunos à TV Globo, a fumaça entrou nas residências e gerou temor.

A estudante de nutrição Letícia Porfísio contou que não estava no campus no momento do incêndio, mas compartilhou que testemunhas contaram que amostras de estudos sobre a Covid-19, o autismo, o câncer e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foram perdidas.

“Disseram que o fogo começou amarelo, depois azul e roxo, e ninguém sabia o que era. Era muita fumaça com um cheiro horrível de fósforo com químicos, e mandaram mensagens pedindo para saírem do local, porque tinham medo de alguém se intoxicar. Os seguranças [da instituição] começaram a bater nas portas do prédio para ver se tinha alguém lá dentro, e se fosse cedo teria muita gente fazendo projeto nele", declarou a estudante.

Incêndios anteriores na mesma semana Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. No dia 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido. Segundo a instituição, a suspeita é que o fogo tenha sido causado numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias.

No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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