Hopi Hari: empresa diz que vai custear tratamento de jovem após denúncia

Hopi Hari: empresa diz que vai custear tratamento de jovem após denúncia

O Hopi Hari, parque de diversões localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo , informou que irá custear as despesas da jovem Júlia Bossoni, de 28 anos, que perdeu os movimentos corporais após andar na montanha-russa Montezum , o maior brinquedo deste tipo feito em madeira da América Latina.

O acidente envolvendo a jovem é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a decisão do parque acontece após a família de Júlia afirmar que o Hopi Hari deixou de custear suas despesas hospitalares assim que ela recebeu alta e retornar para casa, em Londrina, no Paraná. Leia também São Paulo Hopi Hari omitiu existência de imagem crucial à investigação, diz advogada São Paulo Caso Hopi Hari: família de jovem afirma que parque cortou ajuda após alta São Paulo Jovem perde movimento após andar em montanha-russa do Hopi Hari. MPSP apura Minas Gerais Quem era a criança que morreu ao ser atingida por brinquedo em parque de MG

Em entrevista aoMetrópoles , a advogada da família disse que a empresa pagou somente pela alimentação e hospedagem enquanto todos estavam em Vinhedo. Após o retorno de Júlia para sua cidade natal, o pagamento foi cortado e os familiares precisaram arcar com os valores do tratamento, que superaram a casa dos R$ 70 mil. Parque diz que pagamento será retroativo

A advogada afirmou, ainda, que mesmo internada em Vinhedo, Júlia Bossoni não teve amparo do parque, já que estava utilizando seu plano de saúde. Após as denúncias da família e a repercussão do caso, o Hopi Hari veio a público e declarou que vai custear todas as despesas em cuidados essenciais.

“Após conversas com os familiares, o parque identificou uma lacuna, entre a saída do hospital em Vinhedo e o início da fase de recuperação em sua cidade natal. Em função disso, a direção do Hopi Hari irá custear as despesas de Júlia em seus cuidados essenciais. O pagamento será retroativo à data de alta do hospital em Vinhedo”, diz a empresa. Acidente em montanha-russa

Júlia Bossoni, de 28 anos, perdeu os movimentos corporais após andar em um dos brinquedos do Hopi Hari, a montanha-russa Montezum. Ela e o marido saíram de Londrina em direção a Vinhedo, interior paulista, para conhecer o parque em abril de 2026.

O casal havia ganhado um passe VIP para andar no brinquedo sem a necessidade de enfrentar a fila. Enquanto andavam na Montezum, Júlia começou a convulsionar. Ao perceber o estado da companheira, o marido chamou ajuda médica. No ambulatório do parque, os funcionários não conseguiram colocar oxigênio em Júlia, que posteriormente foi levada à Santa Casa de Vinhedo, onde foi constatado um traumatismo cranioencefálico (TCE).

O hospital concluiu que o quadro foi provocado por um contragolpe na montanha-russa (provocado pelos fortes solavancos do brinquedo), uma vez que não foi encontrada nenhuma má-formação que justificasse o quadro de Júlia. Parque omitiu existência de imagem

De acordo com a advogada responsável pelo caso, Luana Bossoni, o Hopi Hari teria negado a existência de imagens que filmassem a descida do brinquedo, momento que teria causado um traumatismo craniano em Júlia, fazendo-a convulsionar.

No entanto, posteriormente, foi encontrada uma câmera terceirizada no parque, que filma o exato trajeto e que não foi mencionada à polícia pelo Hopi Hari, de acordo com a advogada.

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