Homem é condenado após ofender vizinhas em condomínio: "Velha safada"

Homem é condenado após ofender vizinhas em condomínio: "Velha safada"

A 3 ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios ( TJDFT ) manteve a condenação deWillians de Assunção e Silva a dois anos, quatro meses e 24 dias de reclusão, pelos crimes de injúria preconceituosa contra pessoa idosa e injúria racial , praticados contra duas vizinhas de um condomínio.

O colegiado concluiu queo réu utilizou expressões ofensivas relacionadas à idade, à raça e à origem regional das vítimas para humilhá-las e intimidá-las.

Segundo os autos, as ofensas ocorreram em diferentes momentos relacionados a conflitos sobre a administração do condomínio. Em 20 de abril de 2023, o réu enviou uma mensagem por WhatsApp a outro morador na qual se referiu a uma das vítimas como “velha safada”.

Dias depois, durante uma assembleia do Condomínio Jamaica, em Taguatinga, voltoua ofender a vítima idosa e dirigiu à outra vítima expressões como “negrinha” e “retirante”. Para a Turma, os crimes fizeram parte de uma série de condutas semelhantes praticadas pelo réu contra as vítimas.

A defesa pediu a absolvição por insuficiência de provas e ausência de intenção discriminatória. Subsidiariamente, requereu a desclassificação das condutas para injúria simples, a revisão da pena e a redução ou exclusão da indenização fixada às vítimas. Leia também Na Mira Síndico de condomínio no Entorno é preso após atirar em motorista por vaga Distrito Federal Cão morre ao ser atacado por golden em condomínio do DF; polícia investiga Distrito Federal Justiça veta venda de lotes e manda derrubar condomínio com 5 mil moradores Na Mira Chamado de “careca”, homem faz barraco em condomínio no DF e é preso

No entanto, o colegiado concluiu que os depoimentos das vítimas e de testemunhas foram coerentes e convergentes quanto à dinâmica dos fatos. Os desembargadores também destacaram que o próprio réu admitiu ter utilizado algumas das expressões dirigidas à vítima idosa.

Para a Turma, as ofensas ultrapassaram o âmbito de uma discussão comum entre moradores. O relator observou que o acusadorecorreu deliberadamente a características protegidas pela legislação, como idade, raça e origem regional, para desqualificar as vítimas durante os embates relacionados à gestão do condomínio.

O colegiado entendeu que o contexto de conflito não afasta o caráter discriminatório das condutas, mas explica a motivação para os ataques.

Os magistrados também mantiveram aindenização mínima por danos morais de R$ 5 mil , sendo R$ 2, 5 mil para cada vítima. A decisão foi unânime.

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