Greve dos Correios continua tem data para acabar; como ficam as entregas?

Greve dos Correios continua tem data para acabar; como ficam as entregas?

A greve dos Correios continua por tempo indeterminado, sem previsão de encerramento, segundo a FINDECT. Os Correios acionaram um plano para reduzir os impactos da paralisação e afirmam que as agências seguem abertas. O TST determinou a manutenção de 80% do efetivo durante a greve, e o julgamento do dissídio está marcado para 21 de setembro.

A categoria reivindica avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde. A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT).

A paralisação começou na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem, em assembleias, uma proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g 1 Entre as reivindicações da categoria estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.

Segundo a FINDECT, um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. A entidade afirma que a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. "A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores", diz a federação. Em nota enviada ao g 1, os Correios informaram que acionaram o "Plano de Continuidade de Negócios" para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços em todo o país.

A empresa não informou, porém, se haverá alteração nos prazos de entrega ou quais regiões poderão ser mais afetadas pela paralisação. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público. (leia a íntegra ao final da reportagem) Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.

TST determina manutenção de 80% do efetivo Os Correios ajuizaram, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

No sábado (12), o TST determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação. A medida abrange trabalhadores das unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13 h 30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). Ainda é possível que as partes cheguem a um acordo antes do julgamento. Até que haja uma solução para o impasse, a FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a greve e a continuidade das mobilizações.

A federação afirma que permanece aberta ao diálogo e defende a construção de uma proposta que possa ser submetida à avaliação dos trabalhadores. Regiões que aderiram à greve Segundo a FINDECT, as seguintes entidades aprovaram a paralisação: SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hojeSINTECT-AL (Alagoas)SINTECT-AM (Amazonas)SINTECT-AP (Amapá)SINTECT-BA (Bahia)SINTECT-CAS (Campinas)SINTECT-CE (Ceará)SINTECT-DF (Distrito Federal)SINTECT-ES (Espírito Santo)SINTECT-GO (Goiás)SINTECT-JFA (Juiz de Fora)SINTECT-MG (Minas Gerais)SINTECT-MT (Mato Grosso)SINTECT-RO (Rondônia)SINCORT-PA (Pará)SINTECT-PB (Paraíba)SINTECT-PE (Pernambuco)SINTECT-PI (Piauí)SINTCOM-PR (Paraná)SINTECT-RN (Rio Grande do Norte)SINTECT-RR (Roraima)SINTECT-RPO (Ribeirão Preto)SINTECT-RS (Rio Grande do Sul)SINTECT-SC (Santa Catarina)SINTECT-SE (Sergipe)SINTECT-SJO (São José do Rio Preto)SINTECT-SMA (Santa Maria)SINTECT-TO (Tocantins)SINTECT-URA (Uberaba)SINTECT-VP (Vale do Paraíba)SINDECTEB (Bauru e região)SINTECT-MA (Maranhão)SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul)SINTECT-RJ (Rio de Janeiro)SINTECT-Santos (Santos e região)SINTECT-SP (São Paulo)Crise financeira Os Correios estão há 15 trimestres consecutivos no vermelho.

No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 5, 6 bilhões. O prejuízo do segundo trimestre, no entanto, foi menor que o registrado nos dois trimestres anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025. A empresa havia registrado prejuízo recorde no primeiro trimestre deste ano.

Os Correios esperam receber um novo empréstimo até 15 de setembro. O g 1 apurou que a nova injeção de recursos deve vir de um consórcio formado por bancos, como ocorreu no fim do ano passado, quando a empresa recebeu R$ 12 bilhões. Desta vez, o grupo deve envolver três instituições financeiras estrangeiras — Citibank, J.

P. Morgan e Deutsche Bank — e o Banrisul. O novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras do primeiro semestre deste ano, divulgadas no fim de agosto. O que dizem os Correios "Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10.

Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público.

A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.

No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13 h 30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento. A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.

A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas. Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa".

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