Uma mulher de 44 anos e a filha dela, de 19, foram presas preventivamente pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (23/9), suspeitas de dar um golpe de R$ 70 mil em familiares, além de torturá-los física e psicologicamente.As vítimas são duas irmãs da mulher e o pai dela, que são tias e avô da jovem, respectivamente .
Investigadas pelos crimes de estelionato, extorsão e tortura, elas foram capturadas em Curitiba e tiveram celulares, equipamentos eletrônicos e bens recolhidos. Os itens, segundo a Polícia Civil, teriam sido adquiridos com o dinheiro obtido nas atividades criminosas. Leia também Mirelle Pinheiro CV é alvo de operação por usar cestas básicas para lavar dinheiro do crime Mirelle Pinheiro PF apreende R$ 500 mil em espécie com candidato em Santa Catarina Mirelle Pinheiro Falsos sites de faculdades usam notebooks como isca para golpe do Pix Mirelle Pinheiro FGTS: mulher é presa por usar biometria de clientes para desviar R$ 400 mil
A fraude teria sido iniciada quando uma das investigadas manipulou a família para contratar um seguro fictício contra o hackeamento de aparelhos eletrônicos. A partir de então, a família passou a ser submetida a humilhações sob pena de ter informações divulgadas para criminosos.
As investigações apontam que os ilícitos ocorriam de forma contínua dentro do ambiente familiar e provocaram um prejuízo financeiro superior a R$ 70 mil às vítimas. A polícia apurou ainda que os valores extorquidos dos familiares eram utilizados para manter um estilo de vida ostentador.
Com os valores obtidos, as investigadas adquiriram joias, um pacote turístico para a Bahia, além de diversos artigos de luxo, autênticos e réplicas de marcas de alto valor. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2
Com os valores obtidos, as investigadas adquiriram joias, um pacote turístico para a Bahia, além de diversos artigos de luxo, autênticos e réplicas de marcas de alto valor Divulgação/PCPR 2 de 2
Elas foram presas nesta quarta (23/9) PCPRDivulgação Tortura
Além de arrancar dinheiro dos parentes, a dupla comandava sessões de tortura, aplicando nas vítimas castigos físicos e psicológicos de caráter vexatório.
Segundo a delegada El Santos, entre os abusos documentados, as investigadas obrigavam as vítimas a pintar o corpo de azul, passar horas consecutivas ouvindo áudios em looping com ruídos de flatulências e arrotos, comer por longos períodos sem interrupção, além de serem fotografadas e filmadas em situações humilhantes.
As investigações continuam para verificar a eventual participação de terceiros e identificar novos bens ou valores decorrentes das práticas ilícitas.

