A oposição no Senado apresentou emenda para incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública. O texto pode ser votado nesta quarta-feira (14). A emenda foi proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e assinada por Flávio Bolsonaro (PL). Flávio afirmou que a medida serve para "aprimorar" o projeto.
A proposta original do governo, elaborada pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski, institui o Sistema Único de Segurança Pública. O objetivo é integrar as forças policiais do país. O projeto original também prevê prisão em presídios de segurança máxima para facções criminosas.
Além disso, proíbe a progressão de regime e as saídas temporárias. O PL e os partidos de oposição ao governo Lula (PT) no Senado apresentaram uma emenda para incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública. O texto pode ser votado ainda nesta quarta-feira (14) pelos senadores.
A proposta do governo Lula cria mecanismos para integrar as forças de segurança pública do país e ampliar a coordenação entre União, estados e municípios. Originalmente, não diz nada sobre idade penal. Mas a emenda proposta pela oposição incluiria duas alterações nessa linha, reduzindo a maioridade penal: para 16 anos para a maior parte dos crimes; epara 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa, associação criminosa e outros.
A emenda foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Flávio anunciou a medida em suas redes sociais e também assina a emenda. Segundo Marinho, é preciso punir os adolescentes para que eles não sejam cooptados pelo crime organizado.
A redução da maioridade é uma defesa do campo político bolsonarista. Já há uma PEC específica sobre isso sendo analisada no Congresso Nacional. Atualmente, a Câmara tem uma comissão específica para analisar o tema. Ainda no meio do ano, deputados da oposição afirmaram que era necessário discutir o tema com seriedade e responsabilidade.
A oposição no Senado, no entanto, quer incluir o tema na PEC do governo, que não tem ligação direta com o tema. Segundo Flávio, a emenda é para "aprimorar" a proposta. O senador defendeu a ideia em suas redes sociais. Caso o Senado aprove a PEC, seria uma vitória de Lula, que defende o texto original durante sua campanha à reeleição.
A PEC da Segurança Pública A PEC da segurança, apresentada pelo ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, cria mecanismos para integrar as forças de segurança pública do país e ampliar a coordenação entre União, estados e municípios. A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com objetivo de integrar a atuação das forças de segurança no combate ao crime organizado.
De acordo com o texto, União, Estados e Distrito Federal poderão criar leis na área de segurança pública, incluindo forças-tarefa intergovernamentais, organização das polícias e guardas municipais e do sistema socioeducativo. Outro ponto central da PEC da Segurança Pública é sobre o combate a crimes violentos e facções criminosas.
Entre as medidas, estão a obrigatoriedade de prisão em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial. Também fica proibida ou restringida a progressão de regime, a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, e de saída temporária, a "chamada saidinha".
A PEC também permite a expropriação de todo e qualquer bem, direito ou valor econômico envolvido nas atividades criminosas. As regras valem para organizações criminosas, paramilitares e de milícia privada.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/W/7/sJlF2vRpATPAWoykqxHw/55240688264-c62f091d2b-o.jpg)