Família de Rodrigo Castanheira acusa mulher de stalking: "Zomba e ataca"

Família de Rodrigo Castanheira acusa mulher de stalking: "Zomba e ataca"

A família de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos que morreu dias após ser agredido pelo ex-piloto de corrida Pedro Turra , procurou a Justiça alegandoinjúria, calúnia, difamação e stalking virtual por parte de um perfil nas redes sociais.

De acordo com o advogado Albert Halex, que representa a família, a mulher que controla o perfil estaria promovendo “verdadeira campanha difamatória contra a memória da vítima (Rodrigo) e contra a honra de seus familiares”. Leia também Distrito Federal Justiça determina última perícia antes de decidir se Pedro Turra vai a júri Distrito Federal Justiça determina diligências finais para decidir sobre júri de Turra Distrito Federal STJ nega mais um pedido de soltura de Pedro Turra, preso na Papuda Distrito Federal Justiça do DF nega novo habeas corpus e mantém prisão de Pedro Turra

“Enquanto a família ainda tenta se levantar do luto pela perda de um filho, um irmão, um sobrinho, a representada, pessoa até então completamente desconhecida da família Castanheira, transformou a memória de Rodrigo e a dignidade de sua família em objeto de zombaria e ataques em rede social ”, observou.

O defensor pontuou que o perfil estaria divulgando informações sigilosas do processo criminal,imputando à família da vítima suposta responsabilidade pela morte do adolescente e tentando construir na opinião pública a imagem de um Rodrigo culpado por sua própria morte.

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Entenda a situação atual do processo O processo está suspenso desde o fim de maio, quando, durante audiência de instrução, o magistrado aceitou pedido da defesa de Turra para a conclusão de um laudo complementar do IML; OMetrópoles apurou que o laudo pericial chegou a ser anexado no processo em 30 de junho; No entanto, em 15 de julho, a Justiça do DF solicitou ao Hospital Brasília de Águas Claras o prontuário de atendimento prestado no pronto-socorro a Rodrigo Castanheira; Nove dias depois, a instituição encaminhou o documento, mas a defesa do ex-piloto apontou que ainda havia lacunas nos registros médicos e apresentou um parecer pedindo novos esclarecimentos; O magistrado André Silva Ribeiro aceitou o pedido, no entanto, ressaltou que a determinação formulada possui “caráter complementar e final”.

Segundo o advogado, a irmã de Rodrigo “teve que desinstalar o aplicativo de seu telefone para preservar o mínimo de saúde mental, perdeu compromissos profissionais, passou por crise de ansiedade e necessita de acompanhamento psicológico” , por causa dos supostos ataques.

O problema é que, de acordo com Albert Halex, a dona do perfil “não guarda absolutamentenenhuma relação prévia com Rodrigo Castanheira, com Pedro Turra, com a família da vítima ou com quaisquer outros envolvidos nos fatos apurados”.

“É uma pessoa absolutamente estranha aos fatos, às partes e ao próprio processo, não tendo presenciado os acontecimentos, participado da investigação ou sequer acesso legítimo ao conjunto probatório produzido nos autos”, pontuou o advogado.

A família formalizou uma queixa-crime no Tribunal de Justiça (TJDFT) e entrou com uma representação criminal no Ministério Público ( MPDFT ), solicitando a apuração e a possível responsabilização do titular do perfil.

Relembre o caso Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16, envolveram-se em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF); o confronto foi gravado por testemunhas; Inicialmente, a versão apresentada indicava que a confusão teria começado após Turra jogar um chiclete mascado em um amigo da vítima, momento em que Rodrigo teria reagido em defesa do colega; A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) passou a investigar se essa versão foi usada para encobrir a real motivação da agressão; Segundo novos relatos colhidos pela investigação, Rodrigo pode ter sido vítima de uma emboscada motivada por ciúmes; A apuração indica que Pedro Turra teria sido chamado para agredir a vítima a pedido de outro piloto menor de idade, que teria se incomodado ao saber que Rodrigo estava conversando com a ex-namorada dele; Em determinado momento, Pedro Turra desfere um soco que faz Rodrigo bater a cabeça contra a porta de um carro; A vítima aparenta perder as forças e cai, sendo a briga interrompida por pessoas que estavam no local; Rodrigo foi socorrido e permaneceu 16 dias internado em estado gravíssimo na UTI de um hospital em Águas Claras. A morte cerebral foi confirmada no dia 7 de fevereiro.

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