O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (8) que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.
Em entrevista ao canal de TV Real America's Voice, Hegseth disse que o exército vai garantir que as pessoas possam acompanhar a execução. Segundo ele, a exposição pública serviria para mostrar que crimes deste tipo têm consequências graves nos EUA. Ainda não está claro se haverá espectadores no local ou se a execução será transmitida pela internet ou pela televisão.
Questionado sobre se Hasan havia feito algum pedido final ou entrado em contato com o governo Trump, Hegseth respondeu apenas: “Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.” O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, havia dito na última segunda (5) que o presidente Donald Trump havia autorizado a execução de Hasan.
Primeira execução militar em décadas A última execução pública no país ocorreu em 1936, no Kentucky. Na ocasião, Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão. O caso marcaria o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945.
O último aconteceu com o solado Eddie Slovik, morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a emissora NPR. A última execução de um militar dos Estados Unidos ocorreu em 1961, quando John A. Bennett foi enforcado no Kansas, após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.
O fuzilamento é um método raro de execução no país. Apenas cinco estados — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah — autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento.
Foi a primeira vez em 15 anos que o método foi usado nos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM Trump aprova fuzilar ex-major autor de massacre em base militar dos EUAChrista Pike já consegue caminhar após sobreviver a execução fracassada, diz advogadoCondenada por 7 assassinatos em caso Charles Manson pode deixar prisão após 56 anos

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