Os escapes de urina podem acontecer durante a prática de atividade física . Embora seja relativamente comum, o hábitonão deve ser encarado como algo normal do exercício, do envelhecimento ou de determinadas fases da vida, alerta o ginecologista Guilherme Henrique Santos. Leia também Vida & Estilo Fisioterapeuta cita 3 exercícios para ajudar a aliviar a dor no joelho Vida & Estilo Atleta defeca durante prova de Hyrox e se recusa a abandonar competição Saúde Exercício de 20 minutos pode ajudar a memória após noite mal dormida
De acordo com o médico, durante exercícios de impacto, ocorre umaumento da pressão dentro do abdômen , que é transmitida para a região pélvica. O assoalho pélvico participa desse mecanismo, ajudando a sustentar os órgãos da pelve e a manter o fechamento da uretra.
“Quando a musculatura não consegue responder adequadamente a esse aumento de pressão, pode acontecer a perda involuntária de urina. Isso não significa necessariamente que exista uma alteração importante na força muscular”, diz Guilherme.
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Treinar traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental Getty Images 2 de 5
Reduz o estresse e a ansiedade, melhora a qualidade do sono, fortalece o sistema imunológico, ajuda a controlar o peso, previne doenças crônicas e aumenta a energia e a autoestima Jonathan Borba/Metrópoles 3 de 5
A prática regular de atividade física é capaz de melhorar a circulação sanguínea, fortalecer o sistema imunológico Getty Images 4 de 5
Esses benefícios podem ser alcançados em cerca de 1 mês após o início da atividade física regular tonodiaz/Freepik 5 de 5
O HIIT é um treino com intervalos curtos de exercícios de alta intensidade intercalados com períodos de recuperação Getty Images
Segundo o ginecologista, é importante diferenciar algo que é frequente de algo que deve ser considerado normal .
“A perda urinária durante o exercício é relativamente comum entre mulheres, mas não precisa ser encarada como uma consequência inevitável da corrida, do envelhecimento ou da maternidade.” Sinais de alerta
Guilherme Henrique Santos, ginecologista da Onne Clinic (RJ), explica que o indivíduo deve procurar ajuda médica quando osescapes se tornam recorrentes ,aumentam de intensidade ouinterferem na rotina . “Um sinal muito importante é quando a pessoa passa a evitar determinados exercícios, reduzir a intensidade dos treinos ou até abandonar uma atividade que gosta por medo de perder urina.” Também vale observar outros sintomas urinários associados ou perceber quando não há certeza se o que apresenta realmente é uma incontinência urinária de esforço. Durante a corrida, saltos e outros exercícios de impacto, ocorre um aumento da pressão dentro do abdômen Tratamentos De acordo com o médico, o tratamento do quadro depende da causa, da intensidade dos sintomas e das características de cada mulher . “Afisioterapia pélvica tem um papel muito importante porque trabalha especificamente a musculatura do assoalho pélvico, desenvolvendo força, resistência e, principalmente, capacidade de contração e coordenação adequadas”, diz Guilherme. O treinamento supervisionado da musculatura é uma das principais estratégias utilizadas no tratamento. O fortalecimento do core também pode contribuir, comenta o profissional . “O objetivo é melhorar a estabilidade e a coordenação da região central do corpo durante os movimentos, especialmente em atividades que aumentam a pressão abdominal.” Guilherme ainda aponta o uso dolaser de CO₂ como parte da abordagem terapêutica. Em relação à atividade física, não é necessário abandoná-la definitivamente. “O mais importante é não transformar o escape em motivo para abandonar uma atividade que faz bem para a saúde. Se a mulher está perdendo urina durante a corrida, isso é um sinal para investigar e tratar, e não uma razão para simplesmente parar de correr”, conclui.

