'Entendo indignação, mas caminho é seguir em frente', diz Tarcísio após carta de Flávio

'Entendo indignação, mas caminho é seguir em frente', diz Tarcísio após carta de Flávio

Após Flávio Bolsonaro fugir do Brasil e divulgar uma carta em que contesta a eleição se autointitula presidente do Brasil, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que é preciso respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. “A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.”, declarou Tarcísio. "O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia", completou. No documento, Flávio informou que está nos Estados Unidos com a família e afirmou que está em segurança. Sem provas, o senador acusou suposta fraude eleitoral e questionou a legitimidade do resultado das urnas. Na primeira versão da carta, divulgada nas redes sociais, Flávio se declarou o “verdadeiro presidente do Brasil” e o “presidente eleito”. Posteriormente, publicou uma segunda versão em que substituiu essas expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Na carta, Flávio também atacou o Judiciário, alegou a existência de um “regime de exceção” e de “perseguição política” contra sua família. Ele negou que sua saída do Brasil represente uma fuga e comparou sua ida ao exterior a episódios de exílio político de figuras históricas. As declarações do senador contrastam com o reconhecimento do resultado eleitoral pelo PL, partido ao qual é filiado. A legenda reconheceu o resultado das urnas e pediu esclarecimentos à Justiça Eleitoral. Ataques ao sistema eleitoral e contestação do resultado O senador afirmou que ter ocorrido uma "impossibilidade matemática" na votação do último domingo (25) e contestou decisões tomadas pela Justiça, especialmente pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a votação. O ministro determinou a extensão por duas horas do horário de votação após pedidos – da coligação de Lula e da campanha do próprio Flávio Bolsonaro – de prorrogação em virtude de problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas adversas. Após as 17 h do último domingo, menos de 35 mil votos foram registrados nas urnas até as 19 h. A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4, 4 milhões de votos. Flávio Bolsonaro, no documento, defendeu a cassação da chapa eleita, de Lula e Geraldo Alckmin, e disse que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.

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