A Polícia Federal ( PF ) cumpre 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), naOperação Make Up , deflagrada nesta quinta (10/9). A ação apura desvio de emendas parlamentares . Entre os alvos, estão endereços ligados s Karina Gama, dona da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse , cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação também mira o deputado federal e candidato à reeleição Mario Frias (PL-SP).
Em São Paulo, a PF cumpre 22 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços é o Instituto Conhecer Brasil (IBC), de propriedade de Karina, na região da Avenida Paulista. Os agentes chegaram ao local por volta das 6 h desta quinta e buscam por documentos que possam auxiliar nas investigações. O advogado da empresária acompanha a ação. Leia também Mirelle Pinheiro PF apreende armas e carros de luxo em operação sobre Dark Horse Mirelle Pinheiro Quem é Karina da Gama, dona da produtora de Dark Horse e alvo da PF Tácio Lorran Operação da PF sobre produtora de Dark Horse foi autorizada por Flávio Dino Brasil Dark Horse: entenda a cronologia do caso que envolve filme sobre Bolsonaro
Outro endereço ligado à produtora e alvo da operação desta quinta é a Academia Nacional de Cultura (ANC), também na região da Paulista. Dark Horse na mira da PF O filme aborda a história de Jair Bolsonaro até a chegada à Presidência da República e ganhou notoriedade após a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedir apuração de repasses de emendas parlamentares destinadas à produtora do filme. Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que o deputado Mario Frias apresentasse informações sobre a destinação dos recursos. À época, Frias negou ao STF que teria destinado R$ 2 milhões em emendas para o filme. A defesa do deputado pediu o arquivamento da apuração e afirmou que a informação sobre o uso dos recursos para a produção é “absolutamente falsa”, ressaltando que a verba não foi destinada a qualquer produção cinematográfica. Em maio, o Intercept Brasil revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, nas quais é mencionado um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme. O valor discutido teria chegado a cerca de R$ 134 milhões. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master. O dinheiro teria sido enviado a um fundo nos Estados Unidos, gerido pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive autoexilado no Texas.

