Em carta, governo Trump diz que apoia eleições no Brasil e defende ações contra Moraes, PCC e CV

Em carta, governo Trump diz que apoia eleições no Brasil e defende ações contra Moraes, PCC e CV

Em carta assinada na quinta-feira (15), o governo Trump apoiou eleições livres no Brasil. O órgão também defendeu sanções contra Alexandre de Moraes e facções criminosas. O documento responde a uma carta enviada em setembro por 31 deputados americanos. Eles acusavam os EUA de tentar interferir nas eleições brasileiras por meio de medidas econômicas. O órgão justificou que as sanções contra Moraes basearam-se em "graves violações dos direitos humanos". O ministro foi retirado da lista de sancionados em dezembro de 2025. Em outubro, senadores democratas e deputados cobraram que os EUA aceitem o resultado das eleições. Eles apontaram uma escalada que pode romper relações bilaterais. O Departamento de Estado dos Estados Unidos enviou uma carta a uma congressista norte-americana na qual afirma que o governo de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher seus representantes em eleições livres e justas. O documento foi assinado na quinta-feira (15). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g 1 Na carta, o governo Trump também defendeu as sanções aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O documento é uma resposta a uma carta enviada em setembro por um grupo de 31 deputados dos EUA ao Departamento de Estado. Os congressistas pediram que a Casa Branca respeitasse o processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, os deputados acusaram o governo Trump de tentar interferir na eleição brasileira por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas contra o Brasil. Na resposta, o Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro de realizar eleições "livres e justas". O órgão também disse que continuará mantendo relações com o próximo governo eleito. "Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade nos dois países", afirmou o Departamento de Estado. Por outro lado, o órgão defendeu a aplicação de sanções contra autoridades e grupos brasileiros. Segundo o governo Trump, as decisões foram tomadas com base nos critérios legais e regulatórios aplicáveis a cada medida. Em relação à aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, em julho de 2025, o Departamento de Estado afirmou que a medida foi baseada em documentos e evidências de "graves violações dos direitos humanos". Segundo o órgão, Moraes "abusou de sua posição ao autorizar prisões preventivas injustificadas e comprometer a liberdade de expressão".
O departamento também acusou o ministro de promover "uma iniciativa direcionada e politicamente motivada para silenciar críticos políticos, por meio da emissão de ordens secretas que obrigavam plataformas digitais, incluindo empresas americanas de redes sociais, a banir contas de pessoas que publicavam manifestações protegidas pela liberdade de expressão". O nome de Moraes foi retirado da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro de 2025. PCC e Comando Vermelho O Departamento de Estado também defendeu a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o governo Trump, as facções são altamente violentas e responsáveis por ataques contra autoridades e civis brasileiros. O governo norte-americano afirmou ainda que as atividades das duas organizações já representam uma ameaça aos Estados Unidos e à segurança regional. "As medidas do Departamento reforçam o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano", afirmou o órgão. Cartas No dia 24 de setembro, o grupo de 31 parlamentares enviou uma carta ao secretário Marco Rubio, acusando o governo Trump de tentar pressionar instituições brasileiras e colocar em risco a parceria estratégica entre os dois países. Na carta, os parlamentares exigiram que os EUA se comprometessem a reconhecer e aceitar o resultado das eleições marcadas para outubro. Cinco dias depois, três senadores democratas cobraram de Rubio garantias de que o governo norte-americano aceitará o resultado das eleições no Brasil. No documento, os senadores expressaram "preocupação com ações do governo" que ameaçam a aliança estratégica com o Brasil. Eles também apontaram uma suposta tentativa de interferência por parte dos EUA. Já no dia 6 de outubro, após o primeiro turno, outro grupo de 12 deputados enviou uma nova carta acusando a Casa Branca de tentar interferir no resultado das eleições. No documento, de três páginas, os deputados afirmam que o Departamento de Estado promove uma "escalada desnecessária" que pode causar uma ruptura nas relações entre os EUA e o Brasil. VÍDEOS: agora no g 1

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