Em ato na véspera da votação, Lula diz que enfrenta 'chefe de quadrilha'

Em ato na véspera da votação, Lula diz que enfrenta 'chefe de quadrilha'

Neste sábado (3), o presidente Lula afirmou em ato de campanha que seu grupo político enfrenta um "chefe de quadrilha" e o crime organizado. A declaração ocorreu na véspera do primeiro turno. Lula pediu a apoiadores para buscarem votos até a votação deste domingo (4).

O presidente também associou o governo de Jair Bolsonaro a irregularidades na Previdência. Ele mencionou o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em comissão parlamentar. Lula confirmou ter se reunido fora da agenda com o banqueiro em dezembro de 2024. Ele afirmou que garantiu uma investigação técnica do Banco Central.

No discurso, Lula fez um apelo para atrair eleitores com mais de 70 anos. O presidente declarou que espera vencer a eleição no primeiro turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (3), durante um ato de campanha em São Paulo, que seu grupo político está enfrentando um “chefe de quadrilha” e o crime organizado.

Na fala, contudo, Lula não citou nominalmente o adversário político Flávio Bolsonaro (PL). "Vamos às urnas amanhã [domingo] com muita tranquilidade sabendo o que está em jogo. De um lado a democracia e a soberania, do outro lado a barbárie e a corrupção. Do outro lado nós estamos trabalhando com um chefe de quadrilha.

Estamos trabalhando contra crime organizado. Por isso, nós vamos precisar da força de vocês", afirmou. A declaração foi feita na véspera do primeiro turno das eleições, no último dia da campanha nas ruas. O presidente pediu aos apoiadores que buscassem votos até a eleição deste domingo (4).

“A partir dessa passeata ninguém descansa. É preciso conversar com as pessoas na rua, no bar, na igreja, no comércio para que a gente convença todo mundo a ir votar”, afirmou.‘Quadrilha da Previdência’ Em outro momento, Lula associou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro a irregularidades na Previdência e mencionou o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Essa é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada pelo Bolsonaro, que tornou o banqueiro prisioneiro, o [Daniel] Vorcaro. E eles estão com muito medo porque a cada dia aparece coisa nova”, declarou. A disputa sobre o caso do INSS passou a integrar não só a campanha presidencial como também a campanha de Flávio Bolsonaro.

O adversário de Lula usou do caso como pano de fundo para associar o petista e o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao escândalo. A defesa de Lulinha negou relação com as irregularidades. Vorcaro, por sua vez, também apareceu nas investigações da CPMI.

O relatório do relator pedia seu indiciamento, assim como o relatório alternativo apresentado por governistas. O banqueiro já havia se reunido com Lula no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. Em fevereiro deste ano, o presidente confirmou que recebeu Vorcaro e afirmou que havia dito ao empresário que não haveria “posição política pró ou contra o Banco Master”, mas uma investigação técnica do Banco Central.

O encontro não constou da agenda oficial do presidente. ‘De um lado está a democracia, do outro, a barbárie’ No discurso deste sábado, Lula repetiu a estratégia de apresentar a eleição como uma disputa entre dois campos políticos antagônicos. “De um lado está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, educação, ciência e tecnologia, cidadania, e do outro lado está a barbárie”, disse.

O presidente afirmou ainda que, em um eventual novo mandato, pretende promover uma “revolução educacional e tecnológica” no país. Ao falar sobre a reta final da eleição, Lula fez um apelo a eleitores mais velhos e citou a própria idade. “Precisamos convencer as pessoas de 70 anos que eles precisam votar pelos seus filhos, seus netos e seus bisnetos.

Ninguém pode se considerar incapaz com 70 anos. Eu tenho 80 e me sinto um menino de 15”, declarou. O presidente também disse que espera vencer a eleição no primeiro turno e convocou apoiadores a ocupar a Avenida Paulista após a votação.

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