Eleição brasileira começa na Nova Zelândia e termina no Canadá; entenda

Eleição brasileira começa na Nova Zelândia e termina no Canadá; entenda

O eleitorado brasileiro no exterior cresceu 31, 8% desde 2022, passando de 697, 1 mil para cerca de 918, 9 mil pessoas. As mulheres seguem como maioria, com 57, 4% dos registros, embora o eleitorado masculino tenha apresentado o maior crescimento proporcional.

A faixa de 40 a 44 anos é a mais numerosa, enquanto o grupo de 45 a 49 anos cresceu 44, 6% e passou a ocupar a segunda posição. Raça ou cor não foi informada em 60, 6% dos cadastros; entre aqueles com essa informação, a categoria "branca" é a mais frequente. A base contabiliza 6.

614 eleitores com deficiência, 369 que utilizam nome social e 222. 584 com biometria. A eleição brasileira começa ainda no sábado (3), pelo horário de Brasília, para quem vota na Nova Zelândia, e só termina na noite de domingo (4), no Canadá. Por causa dos fusos horários, a votação no exterior se estende por mais de 29 horas: vai das 16 h de sábado às 21 h de domingo, sempre pelo horário de Brasília.

No Brasil, a votação será realizada das 8 h às 17 h. No 1 º turno das eleições de 2026, quase 1 milhão de brasileiros poderão votar fora do país. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918, 9 mil eleitores registrados e aptos, número 31, 8% maior que o de 2022, quando havia 697, 1 mil.

O eleitorado no exterior é uma fração pequena do total nacional (0, 58% dos 158, 7 milhões de eleitores do Brasil), mas concentrado: um pequeno grupo de cidades reúne boa parte dos votos brasileiros fora do país. E o perfil desse eleitor é diferente do brasileiro médio: mais escolarizado, solteiro e com uma dependência de biometria muito menor.

A faixa de 40 a 44 anos é a mais numerosa, com 124. 782 pessoas. O campo de raça ou cor aparece como “não informado” em 556. 966 cadastros, o equivalente a 60, 6% (leia mais abaixo). Onde estão os eleitores que votam fora do Brasil? De acordo com os dados da Justiça Eleitoral, a cidade com maior aumento no número de brasileiros aptos a votar em relação às eleições de 2022 é Lisboa, em Portugal.

Passou de 45, 3 mil para mais de 78 mil, crescimento de 74, 1%. Isso acontece principalmente por causa da imigração. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, os brasileiros são a maioria entre os imigrantes regulares do país. Até o fim de 2025, eram pelo menos 574.

195, conforme relatório divulgado em junho deste ano. Ainda assim, considerando todas as cidades, os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de eleitores brasileiros cadastrados. Eram 182. 986 em 2022, e neste ano são 265. 437. Veja as 10 cidades no exterior com maior eleitorado brasileiro: Lisboa, Portugal: 78.

833 eleitores (aumentou 74, 1% em relação ao pleito de 2022)Boston, Estados Unidos: 53. 406 (aumentou 43, 7%)Porto, Portugal: 47. 676 (aumentou 58, 4%)Nagóia, Japão: 44. 570 (aumentou 25, 0%)Miami, Estados Unidos: 40. 104 (diminuiu 0, 21%)Nova York, Estados Unidos: 39.

026 (aumentou 39, 7%)Londres, Inglaterra: 37. 564 (aumentou 8, 9%)Tóquio, Japão: 30. 062 (aumentou 4, 6%)Paris, França: 27. 062 (aumentou 19, 6%)Orlando, Estados Unidos: 26. 411 (sem informação) Portugal e Estados Unidos dominam a lista, refletindo os dois principais destinos históricos da emigração brasileira.

Mas a presença de Nagóia e Tóquio no top 10 chama atenção: as duas cidades japonesas, somadas a Hamamatsu (13, 7 mil eleitores, 25 ª colocada), reúnem quase 89 mil eleitores. Os dez maiores locais de votação concentram 424. 714 eleitores, o equivalente a 46, 2% de todo o eleitorado brasileiro no exterior.

Considerando os 20 maiores, a proporção sobe para 66, 7%. Ao todo, os registros do TSE abrangem 186 localidades fora do país. Veja os países com maiores quantidade de eleitores. Juntos, eles representam 82% do eleitorado no exterior: Estados Unidos: 265, 4 mil eleitores (28, 89% do total)Portugal: 134, 7 mil (14, 67%)Japão: 88, 4 mil (9, 62%)Canadá: 46, 5 mil (5, 06%)Alemanha: 41, 5 mil (4, 52%)Espanha: 40, 8 mil (4, 44%)Itália: 38, 8 mil (4, 23%)Reino Unido: 37, 6 mil (4, 09%)França: 29, 7 mil (3, 24%)Suíça: 27 mil (2, 94%) O crescimento do eleitorado não significa, necessariamente, que o número de brasileiros que vivem no exterior tenha aumentado na mesma proporção.

A variação também pode refletir novos alistamentos, transferências de domicílio eleitoral e atualizações cadastrais. 🗳️Por outro lado, há locais de votação com menos de uma dezena de eleitores. É o caso de Dacca e Pyongyang , cidades asiáticas localizadas em Bangladesh e Coreia do Norte, respectivamente; e as sul-americanas Cobija (Bolívia) e Santa Elena de Uairen (Venezuela).

Todas aparecem nos registros do TSE com apenas um eleitor. 1 eleitor: Dacca (Bangladesh), Saint Johns, Cobija (Bolívia), Santa Elena de Uairen (Venezuela), Pyongyang (Coreia do Norte); 2 eleitores: Brazzaville (Congo); 3 eleitores: Abuja (Nigéria) e Adis Beba (Etiópia); 5 eleitores: Conacri (Guiná), Baku (Azerbaijão), Malabo (Guiné Equatorial), Bamako (Mali); 6 eleitores: Uagadugu (Burkina Faso), Lilongue (Malauí), Yangon (Myanmar); 7 eleitores: Harare (Zimbábue), Lome (Togo), Castries (Ilha de Santa Lúcia); 8 eleitores: Cotonou (Benim), Puerto Quijarro (Bolívia); 9 eleitores: Tirana (Albania); 10 eleitores: Gaborone (Botsuana), Bagdá (Iraque), St.

Georges de Loyapock (Guiana Francesa) 📱Favorite o g 1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Orçamento para organizar a votação Geralmente, as seções eleitorais (locais de votação) no exterior são montadas em embaixadas ou escritórios consulares.

Mas nem sempre os espaços dão conta de toda a movimentação. Por isso, o TSE aprovou em abril deste ano uma verba de R$ 13, 2 milhões para a locação de imóveis em outros países, a pedido do Ministério das Relações Exteriores. Um documento obtido pelo g 1 mostra que o Itamaraty trabalha com 66 endereços a mais no pleito deste ano: 14 deles são nos Estados Unidos, e, destes, 3 deles estão na cidade de Boston.

O Japão é o segundo país com mais seções alugadas, com 8 locais previstos. Destes, 5 são em Nagóia, quarta cidade com mais eleitores brasileiros em 2026. As regras no exterior são as mesmas do Brasil. O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas e maiores de 18 anos, e opcional para analfabetos, maiores de 70 anos e pessoas entre 16 e 17 anos.

A diferença é que, fora do país, os brasileiros votam apenas para presidente, e não para governador, senador e deputado. Mulheres são maioria, mas eleitorado masculino cresce mais As mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores cadastrados fora do país.

O número passou de 408. 055, em 2022, para 527. 734, em 2026 — um crescimento de 29, 3%. Entre os homens, o total subiu de 289. 023 para 391. 142 no mesmo período, uma alta de 35, 3%. Em 2022, elas representavam 58, 5% dos eleitores no exterior. Em 2026, essa participação passou para 57, 4%.

A parcela masculina aumentou de 41, 5% para 42, 6%. Faixa de 40 a 44 anos é a mais numerosa Os eleitores de 40 a 44 anos formam o maior grupo etário no exterior, com 124. 782 pessoas. Em 2022, eram 100. 481 — uma alta de 24, 2%. A segunda faixa mais numerosa passou a ser a de 45 a 49 anos, com 116.

267 eleitores. Esse grupo cresceu 44, 6% na comparação com 2022, quando reunia 80. 419 pessoas. Na sequência aparecem os eleitores de 35 a 39 anos, com 115. 044; de 30 a 34 anos, com 97. 966; e de 50 a 54 anos, com 88. 917. Entre as faixas mais jovens, o grupo de 21 a 24 anos registrou crescimento de 66, 6%, passando de 39.

131 para 65. 195 eleitores. Raça ou cor não foi informada em 61% dos cadastros A raça ou cor aparece como “não informada” no cadastro de 556. 966 eleitores no exterior, o equivalente a 60, 6% do total. Entre os registros com essa informação, a categoria "branca" é a mais frequente, com 233.

202 eleitores. Em seguida aparecem "parda", com 89. 277; "amarela", com 21. 170; "preta", com 17. 661; e "indígena", com 600. Na base de comparação de 2022, todos os 697. 078 registros apareciam sem raça ou cor informada. Por isso, não é possível medir a evolução de cada grupo racial entre as duas eleições.

Número de eleitores com deficiência aumenta 86% O número de eleitores no exterior que declararam alguma deficiência passou de 3. 561, em 2022, para 6. 614, em 2026. O crescimento foi de 85, 7%. Esses registros representam 0, 72% do eleitorado no exterior. Os números correspondem às informações declaradas no cadastro eleitoral e podem não representar a quantidade total de brasileiros com deficiência que vivem fora do país.

A base também contabiliza 369 pessoas que utilizam nome social — usado por pessoas trans para se identificarem e serem reconhecidas socialmente. Em 2022, eram nove registros. Variações nessas categorias podem refletir não apenas o crescimento do eleitorado, mas também atualizações e novos preenchimentos do cadastro.

Eleições de 2022 Na eleição presidencial de 2022, Lisboa foi o maior colégio eleitoral fora do Brasil, com 45. 273 pessoas aptas a votar. Na sequência vinham Miami e Boston, nos EUA, e Nagóia, no Japão. Naquele ano, Jair Bolsonaro foi o mais votado nos Estados Unidos e no Japão, e Lula venceu em Portugal e na Alemanha.

Veja os números em cada país.

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