Em um dia de turbulências no exterior, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 5, 20 e fechou em R$ 5, 22 – maior nível em quase seis meses. A bolsa recuou pela quarta vez consecutiva. A moeda acompanhou o movimento de fortalecimento do dólar no exterior, em um dia marcado pela aversão ao risco, pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelas incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Notícias relacionadas: Mercado eleva projeção de inflação para 4, 99% e reduz PIB. O petróleo também terminou o dia em alta, embora distante das máximas alcançadas durante a sessão. Confira os principais números: Dólar à vista: R$ 5, 226 (+0, 83%); Ibovespa: 182.
991, 13 pontos (-0, 26%); Petróleo tipo Brent: US$ 97, 83 (+0, 40%); Petróleo tipo WTI: US$ 92, 60 (+0, 21%). Cotação A moeda estadunidense avançou desde o início dos negócios e chegou a superar R$ 5, 22 ainda durante a manhã. O dólar comercial subiu 0, 83%, encerrando esta segunda-feira (28), vendido a R$ 5, 226, no maior fechamento desde 30 de março.
O movimento acompanhou a valorização do dólar frente a outras moedas de países emergentes. O índice que mede o desempenho da moeda estadunidense contra uma cesta de seis divisas subia 0, 05%, às 17 h 04. No exterior, a elevação dos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA contribuiu para um ambiente menos favorável aos ativos de maior risco.
O rendimento do Treasury de dez anos terminou o dia em 5, 2319%, ante 5, 181% na sexta-feira (25). Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. No cenário doméstico, as atenções também permaneceram voltadas para as eleições presidenciais, sem que os dados das pesquisas divulgadas ao longo do dia alterassem o cenário de disputa acirrada.
O Banco Central informou ainda que o Brasil registrou déficit de US$ 5, 055 bilhões em transações correntes em agosto. O investimento direto no país, por outro lado, somou US$ 7, 396 bilhões no mês. No boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada toda segunda-feira pelo Banco Central, a projeção mediana para o dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5, 20.
A estimativa para a inflação de 2026 subiu de 4, 92% para 4, 99%, enquanto a previsão para 2027 passou de 4, 30% para 4, 31%. Ibovespa recua O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0, 26%, aos 182. 991, 13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181. 931, 36 e a máxima de 184.
094, 65 pontos. Com o resultado, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou o quarto pregão consecutivo de baixa. Apesar da sequência negativa, o Ibovespa mantém alta de 3, 14% em setembro e de 13, 57% no ano. O ambiente externo pressionou os mercados acionários, com queda das bolsas em Nova York e alta dos juros dos títulos estadunidenses.
O S&P 500, índice das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, terminou a sessão em baixa de 0, 77%. No mercado brasileiro, a alta do petróleo ajudou a sustentar as ações de empresas do setor. O índice Small Caps, que não inclui Petrobras em sua composição, caiu 1, 2% no dia.
Petróleo avança O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, mas reduziu os ganhos ao longo do dia. O movimento ocorreu em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e às dificuldades para normalizar o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O barril do tipo Brent para dezembro, referência para negociações internacionais, subiu 0, 40%, para US$ 97, 83. O barril WTI, do Texas, avançou 0, 21% para US$ 92, 60. O produto chegou a registrar ganhos mais fortes durante a sessão, mas perdeu parte da valorização após informações sobre possíveis avanços nas negociações entre Washington e Teerã e sobre medidas para ampliar a oferta de petróleo.
A Arábia Saudita também retomou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com fluxo estimado em cerca de 3, 5 milhões de barris por dia. Os carregamentos de exportação foram retomados no porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Apesar dos sinais de aumento da oferta, as restrições à navegação em Ormuz e as tensões no Oriente Médio mantiveram o mercado de petróleo sob pressão e contribuíram para a volatilidade dos preços ao longo do pregão.
*com informações da Reuters
