Dólar sobe e fecha com alta do petróleo e reta final das eleições no radar; Ibovespa cai

Dólar sobe e fecha com alta do petróleo e reta final das eleições no radar; Ibovespa cai

O dólar fechou em alta de 0, 22% nesta quinta-feira (22), cotado a R$ 5, 0383. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1, 15%, aos 204. 120 pontos. A poucos dias das eleições presidenciais, investidores repercutiram as pesquisas divulgadas na véspera. O mercado também avaliou novos balanços corporativos e as oscilações do petróleo no exterior. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g 1 ▶️ Flávio Bolsonaro e Lula chegam à reta final das eleições em empate técnico, segundo a Quaest divulgada na véspera: 45% a 44%. A pesquisa também mostra que 44% temem a volta da família Bolsonaro ao poder, contra 42% que temem outro mandato de Lula. Uma nova pesquisa Datafolha será divulgada ainda hoje. ▶️ O cenário fiscal também ganhou atenção a poucos dias do 2 º turno. O governo enviou ao Congresso uma PEC que prevê tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana em todo o país. A proposta destina R$ 12 bilhões das emendas parlamentares de 2027 à medida, o equivalente a 26, 8% do total previsto. ▶️ No exterior, o petróleo teve mais um dia de alta nesta quinta-feira, pressionado pelos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, pela queda maior que a esperada nos estoques americanos e por novos ataques entre Rússia e Ucrânia. 🔎 Com isso, o barril do Brent, referência internacional, subia 3, 83% por volta das 17 h, cotado a US$ 112, 99. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 2, 22%, a US$ 99, 31 o barril. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲DólarAcumulado da semana: -0, 68%; Acumulado do mês: -2, 63%; Acumulado do ano: -8, 21%.📈IbovespaAcumulado da semana: -0, 64%Acumulado do mês: +9, 54%; Acumulado do ano: +26, 68%. Petróleo volta a ficar no radar As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas. As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor. Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra. As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais. Além disso, outro fator que influencia as cotações do petróleo nesta quinta-feira é a nova onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia. Os dois países voltaram a trocar ataques, mesmo após os recentes esforços dos EUA para pôr fim ao conflito. Na véspera, Moscou chegou a afirmar que estaria pronta para retomar as negociações com Kiev, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que espera que as conversas ocorram no início de novembro. Ainda assim, os ataques seguem acontecendo entre os dois países. Bolsas globais Nos EUA, Wall Street fechou em sua maioria no vermelho, pressionada pelo setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0, 02%, enquanto o S&P 500 recuou 1, 19% e o Nasdaq Composite caiu 2, 60%. Na Europa, a maioria dos índices acionários da região caiu nesta quinta-feira, pressionados pela desvalorização das ações bancárias, enquanto os preços mais altos do petróleo e o aumento dos rendimentos dos títulos financeiros reduziram o apetite por risco. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu mais de 1%, a 637, 74 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, recuou 1, 04%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 1, 42% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve uma valorização de 0, 27% Na Ásia, a queda foi generalizada entre os índices acionários, à medida que as ações do setor de inteligência artificial registravam perdas, em meio a temores de que o crescimento e as valorizações fossem insustentáveis. O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 1, 48%, enquanto o CSI 300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1, 84%. No Japão, o Nikkei recuou 2, 67% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3, 52%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 3, 03%. * Com informações da agência de notícias Reuters.

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