Na volta do feriado, o dólar fechou em alta, e a bolsa recuou após os recordes da semana passada. A moeda estadunidense voltou a ficar acima de R$ 5, apesar da queda no exterior. A bolsa brasileira caiu 1, 04%, pressionada por ajustes após as máximas históricas e pelo cenário eleitoral.
No mercado internacional, o petróleo fechou sem direção, com o barril internacional recuando e o barril dos Estados Unidos encerrando em alta. Números do dia Dólar à vista: R$ 5, 023, (+0, 74%) Ibovespa: 206. 887, 52 pontos (-1, 04%) Petróleo Brent: US$ 105, 69 por barril (-0, 9%) Petróleo WTI: US$ 94, 14 por barril (-0, 43%).
Dólar em alta Notícias relacionadas: Dinheiro esquecido em bancos sobe para R$ 5, 8 bilhões em agosto. Produção de motos no Brasil cresce e tem melhor setembro desde 2011. Brasil abriu 700 mercados para agropecuária desde 2023. O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 0, 74%, cotado a R$ 5, 023.
Mesmo com a alta, a moeda estadunidense acumula queda de 8, 50% em 2026. A moeda avançou no mercado brasileiro, apesar do movimento contrário no exterior. O índice do dólar, que mede o desempenho da divisa estadunidense diante de uma cesta de seis moedas, recuava 0, 34%, aos 102, 190 pontos, às 17 h 05.
No Brasil, os investidores acompanharam as pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do dia, em meio à disputa presidencial. O cenário contribuiu para os movimentos do mercado cambial. O Banco Central cancelou, no fim da manhã, o leilão regular de rolagem de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) que ofertaria 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro.
O cancelamento ocorreu em razão de um problema técnico. Ibovespa recua O Ibovespa fechou em queda de 1, 04%, aos 206. 887, 52 pontos, após oscilar entre a mínima de 206. 146, 15 pontos e a máxima de 209. 071, 98 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 45, 63 bilhões.
O pregão foi marcado por ajustes nas posições dos investidores após o índice atingir recordes históricos na semana anterior, quando superou a marca dos 209 mil pontos. Além da realização de lucros (venda de lucros para embolsar ganhos recentes), o mercado acompanhou o cenário eleitoral e o desempenho das bolsas internacionais.
Em Nova York, os principais índices tiveram um dia de cautela, com perdas em ações de empresas de semicondutores e repercussão dos resultados trimestrais de grandes bancos norte-americanos. O S&P 500, das 500 maiores empresas, encerrou o dia em queda de 0, 02%.
Petróleo sem direção única Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas nesta terça-feira, com investidores avaliando as perspectivas de aumento da oferta russa e as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Referência para as negociações internacionais, o petróleo do tipo Brent para dezembro caiu 0, 9% e encerrou a sessão a US$ 105, 69 por barril.
O petróleo WTI para novembro, negociado nos Estados Unidos, subiu 0, 43%, para US$ 94, 14 por barril. A commodity oscilou após três sessões consecutivas de alta. No cenário internacional, os investidores acompanharam as perspectivas para a oferta de petróleo russo, os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões envolvendo a Arábia Saudita e os rebeldes houthis, no Iêmen.
Em relatório mensal divulgado nesta terça-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve em 600 mil barris por dia a previsão de aumento da oferta de petróleo de países fora do grupo em 2026. Para 2027, a organização elevou em 200 mil barris por dia a projeção de crescimento da demanda.
* com informações da Reuters
