O dólar subiu quase 1% em comparação com o real nesta quinta-feira (1 º). A moeda dos Estados Unidos ganhou força no exterior em meio à aversão ao risco provocada pelas tensões no Oriente Médio e pela alta do petróleo. Na bolsa, o Ibovespa avançou, apoiado principalmente pelas ações da Petrobras, apesar da cautela de investidores diante do cenário internacional e da proximidade do primeiro turno das eleições.
Principais números Dólar à vista: R$ 5, 224 (+0, 97%); Ibovespa: 187. 197, 46 pontos (+0, 46%); Petróleo tipo Brent: US$ 102, 31 (+4, 37%); Petróleo tipo WTI: US$ 92, 87 (+2, 71%). Dólar em alta Notícias relacionadas: Dólar cai para R$ 5, 17 e acumula recuo de 0, 15% em setembro.
Mercado eleva projeção de inflação para 4, 99% e reduz PIB. Taxa de desemprego cai para 5, 3%, a menor para o trimestre até agosto. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0, 97%, a R$ 5, 224. A cotação chegou a R$ 5, 169 na mínima, às 9 h 40, e atingiu R$ 5, 240 na máxima, pouco antes das 14 h.
No ano, a divisa acumula queda de 4, 83%. O movimento acompanhou a valorização da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0, 58%, aos 102, 040 pontos, após atingir máxima de 102, 207.
O ambiente internacional foi marcado pela preocupação com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. O avanço do petróleo também reforçou as preocupações com a inflação e ajudou a sustentar a busca por ativos considerados mais defensivos. Bolsa avança O Ibovespa fechou o primeiro pregão de outubro em alta de 0, 46%, aos 187.
197, 46 pontos. A valorização foi sustentada principalmente pelas ações da Petrobras, que foram beneficiadas pela forte alta do petróleo. O movimento ocorreu mesmo com a cautela dos investidores diante do ambiente externo e da proximidade do primeiro turno das eleições.
O índice encerrou setembro com alta de 5% e acumula valorização de 16, 2% no ano. O volume financeiro desta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões. Nos Estados Unidos, o S&P 500, das 500 maiores empresas, fechou em alta de 0, 19%. Os mercados também acompanharam o comportamento dos títulos do Tesouro estadunidense e os efeitos da valorização do petróleo sobre as expectativas para a inflação e os juros.
Petróleo acelera O petróleo fechou em forte alta nesta quinta-feira. O movimento foi influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pelas preocupações com a oferta de combustíveis. Referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent subiu 4, 37% e fechou a US$ 102, 31.
O petróleo WTI, do Texas, avançou 2, 71%, encerrando a sessão a US$ 92, 87 por barril. A alta ganhou força durante a tarde, diante de informações sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e de novas incertezas sobre o conflito com o Irã.
O mercado também acompanhou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia, em meio às preocupações com a oferta global. A China suspendeu exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação.
*Com informações da Reuters.
