O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (9), abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva, enquanto a Bolsa brasileira renovou recordes históricos. A moeda estadunidense recuou cerca de 0, 8% no dia e acumulou baixa de mais de 4% na semana pós-primeiro turno.
A bolsa avançou aproximadamente 1, 4% no pregão e encerrou acima dos 209 mil pontos. No mercado internacional, o petróleo Brent subiu e permaneceu acima de US$ 100 por barril. Notícias relacionadas: Bancos começam a devolver R$ 1, 3 bilhão a apostadores de bets.
Tributos da gasolina são zerados e subsídios a combustíveis, ampliados. Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil. Números do dia: Dólar comercial: R$ 4, 985 (-0, 78%); Dólar na semana: recuo de 4, 44%; Ibovespa: 209. 066, 90 pontos (+1, 38%); Ibovespa na semana: avanço de 8, 82%; Petróleo Brent: US$ 104, 72 por barril (+0, 42%); Petróleo WTI: US$ 91, 85 por barril (+0, 39%).
Dólar abaixo de R$ 5 O dólar comercial à vista encerrou a sessão desta sexta-feira em queda de 0, 78%, cotado a R$ 4, 985. Por volta das 13 h, a moeda chegou à mínima de R$ 4, 977. Na primeira semana após o primeiro turno das eleições, a divisa acumulou desvalorização de 4, 44% frente ao real.
No ano, a queda chega a 9, 18%. O movimento ocorreu em meio à valorização de moedas de países emergentes e às expectativas dos investidores em relação ao cenário político brasileiro após a divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado também acompanhou a divulgação da inflação oficial.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0, 82% em setembro. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4, 58%. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, subia 0, 08%, segundo uma das cotações divulgadas durante a tarde.
Bolsa bate recorde O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1, 38% nesta sexta-feira e fechou aos 209. 066, 90 pontos, novo recorde de encerramento. Durante o pregão, o indicador também atingiu a máxima histórica de 209. 713, 45 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 8, 82%.
O desempenho foi impulsionado pelo fluxo de investimentos para ações brasileiras e pelas expectativas em torno do cenário eleitoral e da política econômica a partir de 2027. As bolsas de Nova York também fecharam em alta. O índice S&P 500, das 500 maiores empresas estadunidenses, avançou 0, 60%, em uma sessão marcada pela expectativa com a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e pela atenção dos investidores aos próximos dados de inflação.
Petróleo sobe Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, com os investidores acompanhando os riscos de interrupção da oferta, as tensões no Oriente Médio e os efeitos de condições climáticas adversas sobre a produção norte-americana.
O barril do tipo Brent para dezembro, referência para as negociações internacionais, avançou 0, 42% e encerrou a sessão a US$ 104, 72. O petróleo WTI para novembro, do Texas, subiu 0, 39%, para US$ 91, 85 por barril. Na semana, o Brent acumulou valorização de 2, 41%.
O WTI avançou 0, 81%. Os preços foram sustentados pelas preocupações com a oferta global, em meio ao conflito no Oriente Médio e a relatos de incidentes em rotas estratégicas para o transporte de petróleo. Nos Estados Unidos, a passagem do furacão Isaias também levou produtores a interromper parte da extração no Golfo do México, aumentando as preocupações com o abastecimento.
* com informações da Reuters
