A divergência entre advogados levou Jair Bolsonaro a desistir, nesta quinta-feira (24/9), do pedido de suspensão imediata da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta a ele no inquérito do golpe, enquanto o STF analisa uma eventual revisão criminal.
O pedido havia sido apresentado no início da manhã da quinta-feira pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury. A petição era endereçada ao ministro Nunes Marques , indicado ao STF por Bolsonaro e relator do pedido de revisão criminal. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3
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Ex-presidente Jair Bolsonaro Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
A iniciativa dos dois advogados, contudo, não teve a concordância de outros integrantes da defesa do ex-presidente, segundo apurou a coluna. Esses advogados, então, procuraram Bolsonaro ainda na manhã da quinta-feira e o convenceram a desistir da medida.
A coluna apurou que o advogado Paulo Cunha Bueno, que atua na defesa do ex-presidente, foi um dos que conversou diretamente com o ex-mandatário sobre o assunto. A desistência foi oficializada por volta das 12 h 20 da quinta-feira, sem informar o motivo do recuo. Leia também Igor Gadelha Flávio planeja últimos atos de campanha no 1 º turno em SP e no Rio Igor Gadelha A reunião do ex-advogado de Vorcaro com o vice de Bolsonaro Igor Gadelha Flávio gasta mais de R$ 100 mil com pesquisas internas para campanha Igor Gadelha Pesquisas internas de Lula começam a apontar tendência de voto útil
Com a retirada da petição, a defesa de Bolsonaro evita, neste momento, a tramitação de uma medida que não contava com consenso entre os advogados que atuam na defesa do ex-presidente e que certamente não seria analisada antes das eleições de outubro.

