A defesa do empresárioRonaldo dos Santos Vivaqua , 63, apresentou um pedido para revogar a prisão dele, ocorrida no último domingo (13/9) após o desabamento de um prédio que deixou seis mortos em São Paulo . Vivaqua é apontado como um dos sócios-proprietários da construtora New Home, responsável pela obra na Penha , zona leste da capital paulista. 6 imagens Fechar modal. 1 de 6
Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha Reprodução/ Google Street View 2 de 6
Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida Divulgação/ Corpo de Bombeiros 3 de 6
Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passarão por uma nova avaliação técnica neste domingo (16/8) Reprodução / Viva Abc 4 de 6
Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento Leonardo Amaro/ Metrópoles 5 de 6
Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso Leonardo Amaro / Metrópoles 6 de 6
Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio Divulgação/ Corpo de Bombeiros
O pedido alega que a prisão temporária não reúne os requisitos necessários. Segundo os advogados Victor Pegoraro e Gabriella Silvestre, o empresário tem residência fixa, atividade profissional lícita, não integra o quadro societário nem exerce a gestão da empresa.
A defesa também afirma que Vivaqua jáprestou depoimento à polícia e que segue à disposição da Justiça , portanto a prisão não seria necessária para a investigação. Por fim, os advogados argumentam que o empresário possui graves problemas de saúde e que, em razão da prisão, perdeu uma consulta médica para investigar problemas pulmonares, o que pode comprometer sua condição. Desabamento de prédio Um prédio em construção desabou sobre uma casa na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, por volta das 2 h desse sábado (12/9); Seis pessoas morreram, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas, um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos, foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico; A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará. Em 2021, a prefeitura entrou na Justiça para impedir que a construção avançasse; A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento. Segundo as autoridades, os responsáveis pela obra são pai e filho.
O pedido foi submetido para a análise do juiz da causa, que ficará responsável por avaliar a necessidade e a legalidade da prisão. Outras duas pessoas apontadas como sócias da construtora seguem foragidas. Servidora atestou demolição que não ocorreu
A Controladoria-Geral do Município ( CGM ) de São Paulo ouviu, na segunda-feira (14/9), a servidora responsável pelo documento que atestava que o prédio havia sido demolido . A informação foi confirmada aoMetrópoles pela gestão municipal. A Controladoria também estendeu por até 120 dias o afastamento dela de suas funções administrativas. Leia também São Paulo Explosão de gás destruiu prédio e deixou mulher com 87% do corpo queimado São Paulo Explosão de gás deixa 2 pessoas feridas e interdita prédio no litoral de SP São Paulo Quatro podem ser indiciados por homicídio por queda de prédio, diz polícia São Paulo Construtora havia sido multada em R$ 119 mil por prédio que desabou em SP
Viviane Rodrigues de Palma é coordenadora de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura da Penha. O documento, segundo a prefeitura, foi assinado em fevereiro de 2024. No texto, Viviane afirmou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local . O próprio advogado da construtora, no entanto, esteve no endereço e constatou que a estrutura não havia sido demolida, segundo a CGM. Polícia investiga se tragédia poderia ter sido evitada
A investigação criminal busca entender as circunstâncias que levaram ao desabamento e verificar se houve irregularidades na construção. Segundo a Polícia Civil, serão analisados documentos relacionados à empresa, além de alvarás, permissões e todo o conjunto de provas reunido durante o inquérito.
A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24 º DP e responsável pela investigação, afirmou que a polícia pretende esclarecer se o desabamento poderia ter sido evitado e identificar eventuais responsáveis.

