A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a TV Globo não mostre o púlpito que seria destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que informou nesta quarta-feira (30) que não participará do debate. A ministra também proibiu que os demais concorrentes façam perguntas dirigidas ao petista.
"A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei", disse, na decisão.
Pouco depois, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não participará mais do debate que será realizado pela emissora. "Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas.
Em breve mais detalhes", disse Flávio em uma publicação nas redes sociais. Na noite desta quinta, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a emissora inclua o candidato Renan Santos (Missão) no debate. Estão confirmados no debate os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será transmitido ao vivo pela TV Globo direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e também poderá ser visto simultaneamente no g 1 e na GloboNews. O debate será logo após o Jornal Nacional, com início previsto para as 21 h 30.
Pela primeira vez, o programa ocupará a faixa da novela das 21 h, "Quem Ama Cuida". Como será o formato do debate O programa terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Dois blocos são de temas determinados e dois, de tema livre.
A dinâmica dos candidatos acontece ao redor de um mapa do Brasil posicionado no centro do cenário. Por meio do mapa, o debate abordará as regiões do Brasil e temas específicos como a preservação da Amazônia; segurança nas fronteiras e combate ao crime organizado; e desafios para melhorar a infraestrutura para as exportações brasileiras.
Além disso, os candidatos poderão escolher entre temas predefinidos no telão para fazer as suas perguntas. O candidato que faz a pergunta terá dois minutos para dividir entre a formulação da questão e a réplica. O candidato que responde terá três minutos para dividir entre resposta e tréplica.
Decisão de Nunes Marques sobre candidatos do Novo Na terça-feira (29), o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu uma decisão liminar (provisória) requerida pelo Partido Novo, alterando entendimento anterior do TSE que define os critérios de participação de partidos em debates eleitorais em emissoras de rádio e TV.
A decisão garantiu a participação dos candidatos do Partido Novo nos debates das eleições de 2026 em todas as emissoras de rádio e TV a partir de terça. O ministro determinou que os candidatos do Novo ao governo do Distrito Federal (DF), Kiko Caputo, e do Rio de Janeiro (RJ), André Marinho, participassem dos debates realizados pela Globo na noite de terça.
A decisão também beneficia o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/n/P/ttFVG4QvyBGgcvGjpYkA/fotojet-3-.jpg)