Dark Horse: entenda a cronologia do caso que envolve filme sobre Bolsonaro

Dark Horse: entenda a cronologia do caso que envolve filme sobre Bolsonaro

O filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a ser investigado após uma série de suspeitas envolvendo emendas parlamentares, contratos públicos e o financiamento da produção, com recursos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Nesta quinta-feira (10/9), a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up , que tem entre os alvos o deputado Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme.

As apurações buscam identificar se recursos do orçamento público — indicados por parlamentares federais e estaduais para projetos culturais e esportivos — foram indireta ou diretamente canalizados para financiar ou viabilizar a estrutura da obra cinematográfica gravada em inglês. Leia também Igor Gadelha Alvo da PF, produtora do Dark Horse é pressionada a fazer delação Brasil Caso Dark Horse volta a elevar temor em aliados de Flávio com STF e PF Brasil Saiba quem é o empresário que fechou delação sobre repasses a Dark Horse Igor Gadelha Mendonça homologa delação do empresário que fez repasses para Dark Horse

As suspeitas incidem sobre redes de entidades sem fins lucrativos e empresas terceirizadas, entre elas o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a Academia Nacional de Cultura (ANC) e a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem.Veja a cronologia: O filme aborda a história de Jair Bolsonaro até a chegada à Presidência da República e ganhou notoriedade após a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) pedir apuração de repasses de emendas parlamentares destinadas à produtora do filme. Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, determinou que o deputado Mario Frias apresentasse informações sobre a destinação dos recursos. À época, Frias negou ao STF de que teria destinadoR$ 2 milhões em emendas para o filme. A defesa do deputado pediu o arquivamento da apuração e afirmou que a informação sobre o uso dos recursos para a produção é “absolutamente falsa”, ressaltando que a verba não foi destinada a qualquer produção cinematográfica. Em maio, o Intercept Brasil revelou conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro nas quais é mencionado um pagamento de aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme. O valor discutido teria chegado a cerca de R$ 134 milhões. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master. O dinheiro teria sido enviado a um fundo nos Estados Unidos gerido pelo advogado brasileiro Paulo Calixto, aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive autoexilado no Texas.

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