Responsável por autorizar a operação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (10/9) contra a produtora do filmeDark Horse , sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitou à Polícia Civil de São Paulo dados sobre uma investigação contra a empresária Karina Gama . No estado, ela é suspeita de envolvimento em um esquema de fraude em licitação com a prefeitura paulistana .
As informações da Polícia Civil foram enviadas à PF no dia 26 de agosto , após determinação do ministro. No mês anterior, Dino já havia autorizado a PF a investigar o repasse de emendas parlamentares a empresas vinculadas à produtora do filme. Leia também Milena Teixeira Aliados de Lula miram Mendonça em ação sobre Dark Horse e avaliam reação São Paulo Dark Horse: alvo da PF, Karina Gama é investigada por contrato de Wi-Fi Brasil Dark Horse: PF investiga envio de R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias Mirelle Pinheiro Entenda por que financiamento do filme Dark Horse entrou na mira da PF
Em junho, as autoridades paulistas deflagraram aOperação Wifi-Livre a partir de indícios de que a gestão Ricardo Nunes (MDB) teria pago um valor 230% maior do que o estipulado no mercado para que a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), de Karina Gama, instalasse pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista.
A empresária é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, e da Academia Nacional de Cultura (ANC), também alvo de mandados da PF. Entenda as suspeitas em SPFalta de capacidade técnica: a polícia apontou que o chamamento público para fornecimento de Wi-Fi teve a participação exclusiva do ICB, entidade considerada sem experiência no setor de telecomunicações, com atuações somente em feiras de livros e eventos religiosos.Superfaturamento: enquanto a empresa pública Prodam cobravaR$ 306 pela manutenção mensal por ponto, o acordo com o ICB estipulou o pagamento deR$ 1. 800 fixos por ponto, um valor injustificadamente superior aos parâmetros de mercado.Descumprimento de metas e fraude em aditivos: a entidade instalou apenas 3. 200 dos 5. 000 pontos previstos. Para ocultar a demora, foram celebrados três termos aditivos em intervalos de poucos dias.Pagamentos indevidos e antecipados: a administração municipal teria realizado a antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação. Foram identificados repasses relativos a 3. 200 pontos, quando, na realidade, apenas seis funcionavam no período. A produtora Go Up Entertainment e o filme Dark Horse entraram no radar da Polícia Federal e do STF após a revelação de terem recebido aportes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso desde março por fraude financeira. Dark Horse na mira de Dino Flávio Dino é orelator da investigação sobre suspeita de envio de emendas parlamentares à produtora do filme Dark Horse . O magistrado concentra no STF a relatoria de uma série de processos que investigam suspeitas em repasses de emendas parlamentares a empresas, entidades e ONGs. Operação da PF contra produtora de Dark Horse A Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão na Operação Make Up, deflagrada nesta quinta (10/9). Entre os alvos, estão endereços ligados a Karina Gama, dona da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação também mira o deputado federal e candidato à reeleição Mário Frias (PL-SP). A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento. Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado. Em maio, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também foi alvo da operação desta quinta-feira (10/9), respondeu aos questionamentos do ministro sobre suspeitas de ter destinado emendas parlamentares à organização não governamental Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme. Segundo denúncia analisada pela Corte, o político teria destinadoR$ 2 milhões à ONG. No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu que o caso fosse redistribuído ao ministro André Mendonça , porque ele é o responsável por outra investigação: o financiamento deR$ 61 milhões de Daniel Vorcaro.

