Cunhada de Larissa entrega celular à polícia; defesa nega fraude processual

Cunhada de Larissa entrega celular à polícia; defesa nega fraude processual

Thamires Costa Mathias, de 19 anos ( imagem em destaque ), cunhada de Larissa da Cruz Morata , compareceu espontaneamente nesta quinta-feira (10/9) à Delegacia de Polícia de Embu das Artes, na Grande São Paulo, e entregou aos investigadores o celular e a senha de acesso ao aparelho, segundo a defesa.

Mais cedo, policiais civis tentaram cumprir um mandado de busca e apreensão na casa da jovem, mas ela não estava no local . Como a coluna mostrou, Thamires estava na casa de uma amiga e seu telefone era um dos alvos da diligência. 13 imagens Fechar modal. 1 de 13

Thamires Costa Mathias, cunhada de Larissa Reprodução/Facebook 2 de 13

Thamires Costa Mathias Reprodução/Facebook 3 de 13

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Larissa enviou mensagens mencionando o consumo de remédios controlados Arquivo Pessoal 5 de 13

A técnica em radiologia deixa um filho de 2 anos Arquivo Pessoal 6 de 13

Ela passava por turbulência no relacionamento com o companheiro, um soldado da PM Arquivo Pessoal 7 de 13

Larissa foi morta com tiro em banheiro de casa Arquivo Pessoal 8 de 13

Larissa treinou tiro semanas antes de morrer Arquivo Pessoal 9 de 13

Reprodução/Instagram 10 de 13

Reprodução/Arquivo Pessoal 11 de 13

Cunhada se preocupa com Larissa Reprodução/WhatsApp 12 de 13

Técnica em radiologia trocava mensagens com cunhada Reprodução/WhatsApp e Arquivo Pessoal 13 de 13

Ela admitiu ter tomado ao menos dez sedativos para dormir Reprodução/WhatsApp

O aparelho interessa à investigação porque Thamires trocou mensagens com Larissa nos dias anteriores à morte da técnica em radiologia, de 29 anos. Nas conversas, Larissa teria mencionado o uso de medicamentos controlados e o desejo de “acabar com tudo”.

Thamires é irmã do soldado Vinícius Costa Silva, companheiro de Larissa, preso no dia seguinte à morte. O policial militar sustenta que a mulher tirou a própria vida. Leia também Alfredo Henrique Perícia de Larissa terá scanner 3 D usado no caso da soldado Gisele Alfredo Henrique Caso Larissa: irmã de PM irá com advogado entregar celular em delegacia Alfredo Henrique Polícia tenta encontrar cunhada de Larissa para apreender celular da jovem Alfredo Henrique Tiro que matou Larissa atravessou crânio de trás para frente, diz laudo Defesa faz ressalva

O advogado Roberto Montanari, que também defende o soldado preso, afirmou à coluna que Thamires se apresentou voluntariamente e vem colaborando com a apuração. A defesa também ressalta que ela não é investigada por fraude processual, “diferentemente do que chegou a ser divulgado por outros veículos [de imprensa]”.

Larissa morreu após ser atingida por um tiro na cabeça, dentro do banheiro da casa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, para esclarecer a circunstância em que o disparo foi dado.

Nesta sexta-feira (11/9), peritos irão usar um scanner 3 D para reconstituir a cena descrita em depoimentos. O mesmo tipo de equipamento foi usado no caso da soldado Gisele Alves Santana, também morta com um tiro na cabeça.

O marido dela, o tenente-coronel Geraldo leite Rosa Neto, foi preso e é réu por feminicídio, na Justiça Comum. A eventual perda de patente dele também é analisada pela Justiça Militar.

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