CRÍTICA: Criolo, Amaro e Dino empolgam em show eclético

CRÍTICA: Criolo, Amaro e Dino empolgam em show eclético

Criolo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago subiram ao Palco Sunset neste sábado (12) para unir jazz, rap, MPB e ritmos afro-lusófonos em uma celebração das conexões entre Brasil, África e Portugal. HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completaGALERIA: Veja fotos dos shows 6 º dia A parceria entre o rapper brasileiro, o pianista pernambucano e o cantor luso-cabo-verdiano teve início com "Esperança", canção indicada ao Grammy Latino de 2024.

Definida pelos próprios artistas como um manifesto em defesa do reconhecimento, da igualdade e da transformação social, a colaboração se expandiu e deu origem ao álbum "Criolo, Amaro Freitas e Dino". Eles abriram a apresentação com "Esperança", canção cujos versos refletem sobre o culto ao consumo, ao status e à superficialidade da sociedade contemporânea.

Depois, emendaram "Você Não Me Quis" e "Menina do Coco de Carité", com direito até a uma dancinha do trio no palco. O público se empolgou quando Criolo soltou versos de "Sebastiana", clássico de Jackson do Pandeiro. A combinação entre piano, percussão e vozes permitiu que o show transitasse com fluidez entre momentos contemplativos e passagens de maior intensidade, abrindo espaço também para a interação.

Ao longo de toda a apresentação, Dino, Criolo e Amaro demonstraram sintonia no palco, conduzindo o show com naturalidade e entrosamento. Reflexões sociais, ambientais e identitárias atravessaram a apresentação, especialmente em faixas como "Amazônia" e "E Se Livros Fossem Líquidos (Poeta Fora da Lei Pt.

II)", reforçando o caráter político e cultural do projeto. Mas o repertório não se limitou às reflexões de caráter coletivo. A apresentação também abriu espaço para baladas românticas, como "Ela É Foda", revelando uma dimensão mais pessoal e emocional do encontro entre os três artistas.

O momento das versões de "Pérola Negra", de Luiz Melodia, e "Oceano", de Djavan, transformou a plateia em um grande coro. Enquanto Criolo cantava "Não Existe Amor em SP", Dino pintava um quadro no palco. Um medley de "Subiusdoistiozin" e "Ain't No Sunshine" também tiveram espaço no show.

Antes de encerrar o show, o telão tinha a mensagem que o show foi uma homenagem a Milton Nascimento. "O maior de todos", dizia. Ao reunir jazz, rap, MPB e ritmos afro-lusófonos no mesmo palco, o trio construiu uma apresentação bem amarrada, em que cada elemento encontrou espaço para se destacar sem comprometer a unidade do conjunto.

O encontro confirmou a força artística do projeto e foi recebido com entusiasmo pelo público do Sunset.

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