Os corpos de três policiais militares mortos em um acidente aéreo na última sexta-feira (9) serão velados e enterrados neste domingo (11) em Belo Horizonte. O avião caiu em Santana do Paraíso durante voo de reavaliação da aeronave, que era usada em missões operacionais e no transporte de órgãos para transplante.
O governo estadual decretou luto de 3 dias, e a corporação realizou um "sirenaço" neste sábado (10). O Cenipa investigará as causas do acidente. A PM informou que a manutenção do avião estava em dia. Além disso, os pilotos estavam habilitados e tinham documentação regularizada para voar.
Os corpos dos três policiais militares de Minas Gerais mortos em um acidente aéreo no Vale do Aço na última sexta-feira (9) serão velados e enterrados neste domingo (11) em Belo Horizonte. Luis Fernando Silvestre, tenente-coronel da PM, Alice dos Santos Almeida, tenente, e Gabriela Emília Soares Resende, também tenente, haviam descolado do Aeroporto da Pampulha em uma aeronave Pégasus 17, um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO.
O avião caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Ninguém sobreviveu. ✅Clique aqui para seguir o canal do g 1 MG no WhatsApp O velório dos corpos das três vítimas ocorre na Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte, no bairro Prado, das 11 h às 14 h.
O sepultamento será no Cemitério Parque Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, às 16 h. O acidente ocorreu quando a tripulação fazia um voo de reavaliação da aeronave Pégasus 17, que era usado em missões operacionais e no transporte de órgãos para transplantes.
Luto de três dia e homenagens O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas. O governador do estado, Mateus Simões (PSD), o governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), e o presidente da República, Lula (PT), lamentaram a morte dos policiais.
No fim da tarde deste sábado (10), a PM de Minas fez uma homenagem com um "sirenaço", nas proximidades do Aeroporto da Pampulha, aos colegas mortos (assista ao vídeo no começo da reportagem). Causas sob investigação Até a última atualização desta reportagem, não havia sido identificada a causa do acidente, que será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Segundo a Polícia Militar, não há indicação inicial de problemas relacionados à documentação, manutenção ou habilitação da tripulação. A corporação informou que a aeronave estava com a manutenção em dia e havia passado por um processo de modernização e atualização de equipamentos.
Também de acordo com a PM, os pilotos estavam habilitados para a atividade aérea. Quem são as vítimasTenente-coronel Luis Fernando Silvestre O tenente-coronel Silvestre, que pilotava a aeronave no momento do acidente, tinha mais de cinco mil horas de voo e era o instrutor mais capacitado da corporação, segundo a PM.
O militar comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e estava na polícia havia mais de duas décadas. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos. Tenente Gabriela Emília Também natural de BH, a tenente Gabriela Emília acumulava cerca de 300 horas de voo.
Ela foi a primeira mulher na PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023. Emília ingressou na corporação em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Atuou como comandante de setor no 34 º Batalhão e no Comando Tático Móvel, no 41 º Batalhão, em Belo Horizonte, antes de se tornar pilota no Comave.
A policial havia retornado da licença-maternidade recentemente. Aos 35 anos, ela deixou o marido e dois filhos pequenos. Tenente Alice Almeida A tenente Alice Almeida nasceu em Caratinga, na Região do Rio Doce, e tinha 34 anos. Era pilota e atuava na manutenção de aeronaves da PM.
Segundo a corporação, ela também acumulava cerca de 300 horas de voo. Coronel da PM se emocionou ao falar de mortes Ainda na sexta-feira, em entrevista coletiva que informou a identidade das vítimas, o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PM, se emocionou.
"Talvez seja a coletiva mais difícil da minha vida", falou o coronel. Segundo o militar, o tenente-coronel Luis Silvestre, que pilotava a aeronave e é uma das vítimas, era "o instrutor mais capacitado da corporação". Vídeos mais vistos do g 1 Minas

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