Presidentes de clubes de futebol procuraram ministros do governo Lula na quinta-feira (17/9), após informações de que o Palácio do Planalto prepara uma medida provisória (MP) para proibir jogos de cassino online e ampliar as restrições às apostas esportivas.
A coluna apurou que, na tarde de quinta, alguns dirigentes ligaram para integrantes do núcleo duro do governo para questionar a possibilidade de novas medidas contra as bets. Ouviram, no entanto, que, por ora, ainda não há uma definição sobre o assunto.
A movimentação ocorreu após a circulação de informações sobre uma possível MP que endureceria as regras para o setor. O tema preocupa os clubes, que mantêm contratos de patrocínio com empresas de apostas esportivas e têm nas bets uma importante fonte de receita.
A coluna mostrou, em agosto, que integrantes do governo Lula avaliavam adotar medidas contra as bets antes das eleições de outubro .
A iniciativa ainda não tem formato definido e pode incluir desde novas restrições à publicidade das plataformas até medidas mais duras contra os cassinos online, como os chamados jogos de aposta, a exemplo do “Jogo do Tigrinho”. A discussão, no entanto, divide integrantes do governo.
Por ora, segundo apurou a coluna, o governo não avalia, por exemplo, proibir a publicidade das bets nas camisas de clubes de futebol.
Encontro e manifestação
Segundo reportagem do UOL, presidentes de clubes se reuniram na quinta para discutir o assunto e avaliar os possíveis impactos de novas restrições sobre os contratos de patrocínio.
Ao final do encontro, clubes como Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, São Paulo e Santos estão assinaram um manifesto divulgado em defesa da manutenção do mercado legalizado de apostas esportivas. As federações de futebol dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo também aderiram ao documento.
No manifesto, os clubes argumentam que uma eventual extinção das bets não acabaria com as apostas esportivas no país, mas poderia empurrar a atividade para o mercado ilegal. O documento também chama atenção para o impacto econômico do setor sobre o futebol. Atualmente, apenas os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro recebem mais de R$ 1 bilhão em patrocínios de empresas de apostas legalizadas.

