O PL consolidou-se como a maior bancada do Congresso nas eleições. O partido foi o principal vitorioso do primeiro turno, realizado no domingo (4). PL, PT e União Brasil concentraram 40% dos R$ 4, 95 bilhões do Fundo Eleitoral. As siglas receberam R$ 881, 7 milhões, R$ 615, 4 milhões e R$ 526, 2 milhões.
O União Brasil teve desempenho baixo considerando sua fatia do fundo. A sigla elegeu 3 senadores e 46 deputados federais, sem governadores eleitos no primeiro turno. O Novo apresentou resultado desproporcional ao receber apenas 0, 7% do fundo. A sigla elegeu 3 senadores e 10 deputados federais nas eleições deste ano.
Os resultados do 1 º turno, com a eleição para o Congresso, mostram que partidos que recebem as maiores fatias do Fundo Eleitoral tiveram melhores desempenhos. O grande vitorioso foi o PL. O partido foi o que mais elegeu governadores de uma vez no domingo (4) — seis ao todo, incluindo Douglas Ruas no Rio de Janeiro, declarado vencedor após retotalização de votos no estado — e conquistou 19 das 54 cadeiras do Senado que estavam em disputa.
O avanço foi suficiente para redesenhar o equilíbrio de forças na Casa: o PL deve começar 2027 com 28 senadores e a maior bancada. Na Câmara, dois candidatos do PL ultrapassaram a marca de 3 milhões de votos e se tornaram os deputados federais mais bem votados da história.
Além disso, a sigla elegeu 121 deputados federais e consolidou-se como a maior bancada no Congresso nas eleições de 2026. O PT, em segundo lugar, terá 70. Em termos gerais, a Câmara terá 35, 7% de deputados federais em primeiro mandato, menor percentual em quatro eleições.
PL e PT foram as siglas que mais receberam recursos do Fundo Eleitoral, com R$ 881, 7 milhões e R$ 615, 4 milhões, respectivamente. Em seguida, aparece o União Brasil, com cerca de R$ 526, 2 milhões. Juntos, os três partidos concentram cerca de 40% do fundo. Neste ano, o total foi de R$ 4, 95 bilhões.
O fundo foi criado em 2017, após as empresas serem proibidas de doar para campanhas eleitorais. Os recursos são públicos, e a distribuição segue o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado como um dos critérios. Todos os partidos recebem dinheiro, mesmo aqueles sem representação.
Há uma cota mínima para eles. Vídeo: de onde sai o dinheiro das campanhas políticas? Veja como foi a divisão do Fundo Eleitoral em 2026: PL: R$ 881, 6 milhões (17, 77%)PT: R$ 615, 3 milhões (12, 4%)União: R$ 526, 2 milhões (10, 61%)PSD: R$ 421 milhões (8, 49%)PP: R$ 417 milhões (8, 41%)MDB: R$ 400 milhões (8, 06%)Republicanos: R$ 348, 5 milhões (7, 03%)Podemos: R$ 245, 9 milhões (4, 96%)PDT: R$ 169 milhões (3, 41%)PSB: R$ 152, 2 milhões (3, 07%)PSDB: R$ 147, 8 milhões (2, 98%)PSOL: R$ 131, 5 milhões (2, 65%)Solidariedade: R$ 88, 5 milhões (1, 78%)Avante: R$ 72, 5 milhões (1, 46%)PRD: R$ 71, 8 milhões (1, 45%)Cidadania: R$ 60, 1 milhões (1, 21%)PCdoB: R$ 60 milhões (1, 21%)PV: R$ 45, 1 milhões (0, 91%)Novo: R$ 37 milhões (0, 75%)Rede: R$ 35, 8 milhões (0, 72%)Agir, DC, Mobiliza, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP: R$ 3, 3 milhões cada (0, 07% cada) Análise feita pelo g 1 cruzando informações do Fundo Eleitoral e do número de eleitos por partido mostra que o PL, que já era grande, ficou maior: ampliou as bancadas na Câmara e no Senado, elegeu seis governadores, ainda pode vencer no Amazonas e voltar à Presidência com Flávio Bolsonaro.
Já o PT terá a segunda bancada no Senado (nove) e também na Câmara (70), elegeu três governadores no Nordeste (BA, CE, PI), disputa os governos do Distrito Federal e do Rio Grande do Norte e pode ter um novo mandato se Lula for reeleito presidente. O União Brasil, por sua vez, teve um desempenho baixo considerando a sua fatia do Fundo Eleitoral.
Fez três senadores e 46 deputados federais, não elegeu governadores no 1 º turno e segue na disputa no Rio Grande do Norte e no Tocantins. Veja mais detalhes sobre os eleitos, seus partidos e a fatia do Fundo Eleitoral que receberam. Eleitos no Senado O PL elegeu levou 19 cadeiras (35, 2% das 54 em disputa), após receber 17, 8% do fundo, o MDB conquistou sete vagas (13%) com 8, 1% do fundo, e o PT fez seis senadores (11, 1%) com 12, 4% do fundo.
Por outro lado, o PSD elegeu apenas dois senadores (3, 7%), apesar de ter a quarta maior fatia do fundo (8, 5% do valor total). O partido, aliás, vai encolher de 14 para cinco representantes em 2027. O União Brasil, terceiro maior beneficiado pelo fundo (10, 6% dos recursos), fez três senadores (5, 6%), e o Republicanos elegeu dois (3, 7%) com 7% do fundo.
O Novo foi o caso mais desproporcional. A legenda não tem representantes no Senado atualmente e elegeu três (5, 6%) após receber a cota mínima do fundo (0, 7%). Eleitos na Câmara dos Deputados Dos 513 deputados eleitos, o PL tem 121 (23, 6%) com 17, 8% do fundo, e o PT tem 70 (13, 6%) com 12, 4%.
Republicanos (41 deputados, 8, 0%, com 7, 0% do fundo) e Podemos (27, 5, 3%, com 5, 0%) ficaram levemente acima. PSD (8, 4% das cadeiras, com 8, 5% do fundo) e PP (8, 0%, com 8, 4%) ficaram em linha, e o União (9, 0%, com 10, 6%) e o MDB (7, 0%, com 8, 1%) ficaram um pouco abaixo.
As maiores distâncias estão nos menores: o PDT elegeu 6 (1, 2%) com 3, 4% do fundo e o Solidariedade elegeu 2 (0, 4%) com 1, 8%. Em sentido oposto, o Novo elegeu 10 (1, 9%) com 0, 7% e o PCdoB elegeu 11 (2, 1%) com 1, 2%. Os sete maiores partidos em fundo têm 72, 8% dele e 77, 6% das cadeiras.
Governadores eleitos Dos 20 governadores já definidos no primeiro turno, os sete maiores partidos em fundo elegeram 18 (90%), com 72, 8% do fundo: o PL elegeu 5 (25%) com 17, 8% do fundo; o PSD elegeu 4 (20%) com 8, 5% e o Republicanos elegeu 3 (15%) com 7, 0%.
O PT elegeu 3 (15%) com 12, 4% e o PP elegeu 2 (10%) com 8, 4%. O União, com 10, 6% do fundo, não elegeu nenhum, e PSB e PDT e, que somam 6, 48% dos recursos, também ficaram sem governadores e fora do segundo turno.

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