Com crise no STF, Congresso quer votar reforma do Judiciário após a eleição

Com crise no STF, Congresso quer votar reforma do Judiciário após a eleição

A crise no STF deve abrir caminho para que o Congresso Nacional vote, logo após as eleições, uma minirreforma do Judiciário, com a possibilidade de mudar até mesmo a forma de indicação dos ministros do Supremo.

Nos bastidores, caciques do Centrão e até mesmo membros do Judiciário já admitem que, independentemente de quem for eleito presidente da República, será inevitável votar mudanças para os tribunais superiores ainda em 2026. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3

André Mendonça e Alexandre de Moraes BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 2 de 3

Alexandre de Moraes e André Mendonça BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 3 de 3

O presidente do STF, Edson Fachin e Gilmar Mendes, decano da Corte

A votação funcionaria como uma forma de nivelar os poderes do Judiciário, que aumentaram nos últimos anos em relação ao Legislativo e ao Executivo. Além disso, serviria como uma resposta do Congresso à sociedade.

Sob reserva, ministros de tribunais superiores admitem que, na situação em se encontra, o Supremo não terá tanta força para resistir à votação de mudanças em suas regras pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Esses magistrados avaliam que a eleição deve impactar no impacto da reforma. A leitura é de que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), as mudanças podem ser mais profundas e aprovadas mais rapidamente.

O presidente Lula também tem defendido publicamente uma reforma do Judiciário. A avaliação no Congresso e no STF, contudo, é de que o petista não deve ser tão incisivo quanto Flávio no tema. PEC prevê mandato para ministros do STF

Nos últimos dias, parlamentares do Centrão já começaram a sugerir propostas. Uma das PEC é de autoria do deputado federal Danilo Forte (PP-CE) e prevê mandato de oito anos para ministros do STF. Leia também Igor Gadelha A reunião de auxiliares de Lula com André Mendonça Igor Gadelha Governo e campanha de Lula tentam surfar no fim do sigilo do Caso Master Igor Gadelha Exclusivo: PF evitou Mendonça e priorizou Dino em diligências do Dark Horse Igor Gadelha Senadores se mobilizam para ir a Brasília no dia em que STF julgará Moraes

Em busca de apoio à proposta, o deputado incluiu na PEC uma rotatividade nas indicações à Corte. A prerrogativa deixaria de ser exclusiva do presidente da República e passaria a ser compartilhada com Legislativo e Judiciário.

“O sistema de indicação exclusiva pelo presidente da República concentra a formação da Corte Suprema em um único Poder, o que pode gerar distorções na composição do Tribunal ao longo de sucessões presidenciais. A proposta distribui a prerrogativa de indicação entre os três poderes da República”, diz o deputado no texto.

A PEC aproveita a onda negativa do Caso Master e propõe vetar a participação de ministros em eventos patrocinados por empresas com processos pendentes. Também proíbe decisões monocráticas que suspendam a eficácia de leis.

A proposta de Forte já é defendida nos bastidores por algumas frentes parlamentares. Na segunda-feira (14/9), a Frente Parlamentar do Empreendedorismo deve anunciar apoio à PEC apresentada pelo deputado.

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