Belo Horizonte – O senador e candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que decidiu não apoiar o presidente estadual do seu partido, Euclydes Pettersen , numa possível candidatura ao Senado, ao ficar sabendo que ele foi indiciado na Farra do INSS, por suspeitas de fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.
Cleitinho afirmou que chegou a dizer para o aliado que, no momento, não teria seu apoio para a disputa ao cargo majoritário e alegou que “você tem um processo para se defender”, disse Cleitinho em sabatina, no jornal MG 1, da Globo.
A Polícia Federal (PF) indiciou Pettersen por suspeita de ter recebido R$ 14 milhões em propina da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Ele agiria como “fiador político” da organização. Leia também Minas Gerais Durigan rebate Cleitinho: Lula “encarou” dívida de MG com voto do senador Minas Gerais Cleitinho abre 25 pontos sobre Kalil e 35 sobre Patrus no 2 º turno em MG Minas Gerais Roscoe, do PL, perde apoio para Cleitinho em MG e vê campanha desidratar
Ao ser questionado sobre como ficaria o discurso de combate a corrupção, tendo Pettersen como aliado, Cleitinho afirmou que isso é uma questão do correligionário e que, caso a Justiça o condene, ele terá que pagar.
“Essa investigação dele, é dele. Pega o relatório da Polícia Federal e vê se tem alguma fala minha, algum contato com esse pessoal, com o próprio Euclydes. A política eu faço com ele mesmo, ele tornou um cara que é amigo meu. Agora, mesmo que seja amigo meu, se ele estiver errado, vai ter que pagar”, afirmou.
O parlamentar afirmou que, caso se torne governador, o seu aliado não terá necessariamente poder de intervir na gestão estadual e que as decisões caberão exclusivamente a ele.

