O Conselho de Justificação Militar , que tem atribuição de decidir se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, será demitido da Polícia Militar ( PM ), ganhou acesso às provas do inquérito que apura a morte da esposa dele, a soldado Gisele Alves Santana , 32. A 5 ª Vara do Júri autorizou o compartilhamento do conteúdo na última segunda-feira (21/9). 8 imagens Fechar modal. 1 de 8
Gisele Alves Santana tinha 32 anos Instagram/Reprodução 2 de 8
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo Instagram/Reprodução 3 de 8
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos Instagram/Reprodução 4 de 8
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita Instagram/Reprodução 5 de 8
Gisele Alves Santana tinha 32 anos Instagram/Reprodução 6 de 8
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta Instagram/Reprodução 7 de 8
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás Instagram/Reprodução 8 de 8
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares Instagram/Reprodução Relembre o caso Gisele foi socorrida gravemente ferida, com um disparo de arma de fogo na cabeça , em 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, na região central da capital paulista, e não resistiu. Geraldo alega que a mulher cometeu suicídio após ele anunciar que queria encerrar a relação, mas a perícia apontou a impossibilidade da tese. Os dois estavam sozinhos no imóvel. O tenente-coronel foi preso em 18 de março , e segue detido preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo , sob suspeita de feminicídio. O militar foi pronunciado pelo crime e será submetido ao Tribunal do Júri . A audiência ainda não tem data marcada. Ele também responde a um processo administrativo no Conselho de Justificação da Polícia Militar que pode resultar na perda de sua patente. Entenda conselho que pode demitir tenente-coronel
Em 31 de março, O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, mandou instaurar um conselho deliberativo que vai analisar a demissão do tenente-coronel
O Conselho de Justificação (CJ) instaurado por Nico é um processo administrativo especial que analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa. Ao apurar condutas irregulares, o CJ pode punir um oficial com demissão ou reforma.
O processo inclui a escolha de três oficiais mais antigos do que o tenente-coronel para avaliar a conduta dele. A decisão ou não pela demissão será submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM). Se, por exemplo, o TJM referendar a demissão, o próximo passo é a sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Leia também Alfredo Henrique Caso Gisele: PM puniu coronel preso por mentir em apuração disciplinar Alfredo Henrique Coronel diz ir a psiquiatra após morte de PM Gisele; “Cena traumatizante” Alfredo Henrique Coronel réu por feminicídio de soldado Gisele acumula 9 transgressões na PM Alfredo Henrique PM Gisele: coronel atribui à IA vídeo em que aponta arma contra a cabeça
Após ser preso, Geraldo foi transferido para a reserva da corporação a pedido . A transferência foi publicada no Diário Oficial em 2 de abril. O militar tem 30 anos de carreira e passou a ter o direito de se aposentar por tempo de serviço, em 2016.
A aposentadoria, no entanto, não impede que o militar seja demitido da corporação e perca a patente de tenente-coronel – o segundo posto mais alto na hierarquia da PM.
“A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação e perder o salário”, informou a Secretaria da Segurança Pública ( SSP ) em nota aoMetrópoles .

