Belo Horizonte — O candidato a deputado federal Dário 4 e 20 (PSol), que levou um pé de maconha para uma ação de campanha na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, afirmou que o“maior problema do Brasil” não é a cannabis, mas o álcool. A declaração foi dada aoMetrópoles ao ser questionado sobre os riscos do consumo de maconha por jovens. Dário protagonizou uma cena inusitada nessa quarta-feira (16/9), ao levar um exemplar da planta para a praça . A ação terminou com intervenção da Polícia Militar (PMMG), que decidiu recolher a cannabis mesmo após a apresentação de um habeas corpus relacionado ao cultivo. O candidato não precisou acompanhar os militares. Leia também Minas Gerais Candidato leva pé de maconha ao Centro de BH e arruma problema com a PM Minas Gerais Confira a agenda dos candidatos ao governo de MG nesta quinta (17/9) Minas Gerais Nikolas ultrapassa Ana Elisa, do PT, e tem maior vaquinha eleitoral de MG Durante a ação, Dário foi questionado peloMetrópoles sobre estudos que apontam riscos associados ao consumo de cannabis por adolescentes. Ele afirmou não recomendar o uso da substância por jovens e comparou a questão ao consumo de bebidas alcoólicas. “Eu não defendo o uso de maconha, de álcool para a juventude. […] O maior problema do Brasil não é a maconha, é o álcool, que é legal e que causa muito mais dano a essa população jovem”, afirmou. Segundo o candidato, a proibição não deve impedir que o tema seja discutido com adolescentes. Dário defendeu que jovens tenham acesso a informações sobre os efeitos e riscos das substâncias para que possam tomar decisões ao longo da vida. Mais propostas sobre a maconha Dário, que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais pelo PSol, também apresentou propostas relacionadas à cannabis durante a entrevista. A candidatura dele consta nos registros eleitorais de 2026. Entre as medidas defendidas pelo candidato está a autorização para que cada pessoa possa cultivar até seis plantas em casa para produção de medicamentos . Ele também defendeu que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize medicamentos à base de cannabis e amplie a capacitação de profissionais para acompanhar pacientes. O candidato ainda apontou a geração de empregos como um dos argumentos para ampliar a regulamentação. Segundo estimativa apresentada por ele, a legalização da maconha teria potencial para criar entre600 mil e 900 mil postos de trabalho no país em três anos, sendo ao menos 30 mil em Minas Gerais . Os números foram citados pelo próprio candidato durante a entrevista. Dário também defendeu investimentos em pesquisas nas universidades sobre aplicações do cânhamo na indústria e no meio ambiente. Segundo ele, o desenvolvimento de produtos derivados da planta poderia movimentar novos negócios, gerar empregos e ampliar a arrecadação.
Candidato com maconha em praça de BH: “Maior problema do país é o álcool”

