Integrantes da campanha de Lula receberam a informação de que o canal “Exército do Lula” pode ser retirado do ar às 18 h desta sexta-feira (23). O deputado André Janones (Rede-MG), criador do canal, orientou os seguidores a entrarem também no “Canal do Lula” como alternativa a uma eventual suspensão. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já determinou anteriormente a suspensão do canal, alvo de questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Na quinta-feira (22), Nunes Marques deu prazo de 24 horas para que a Meta apresentasse informações técnicas sobre o funcionamento do canal. A campanha de Lula pediu ao TSE a retirada do “Exército do Lula” de seu registro oficial, enquanto Janones recorreu ao tribunal contra as decisões anteriores de suspensão. Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberam a informação de que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pode tirar do ar o canal “Exército do Lula” às 18 h desta sexta-feira (23). Não por acaso, o deputado André Janones(Rede-MG), criador do canal, divulgou, nesta manhã, às 10 h 59, uma mensagem aos seguidores do “Exército do Lula” a seguinte informação: “Seguinte, pessoal: vamos ter um plano B! Vamos entrar também no canal do presidente (“Canal do Lula”) e, se esse aqui for derrubado, a gente faz de lá” O receio da campanha ocorre depois de uma série de decisões de Nunes Marques sobre o funcionamento do canal no WhatsApp, que reúne milhões de seguidores e é utilizado por Janones para mobilizar apoiadores do presidente nas redes sociais. Nesta quinta-feira (22), o presidente do TSE deu prazo de 24 horas para que a Meta, responsável pelo WhatsApp, apresente um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. A determinação atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o grupo de promover ações coordenadas nas redes sociais. Nunes Marques manda Meta fazer pente-fino no canal 'Exército do Lula' A empresa deverá informar se identificou sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e eventual amplificação artificial de publicações. Google e X também foram acionados para prestar esclarecimentos sobre a circulação de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro. O canal já foi alvo de duas ordens de suspensão de Nunes Marques. Na primeira, em 11 de outubro, o ministro atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusava o espaço de disseminar informações falsas. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Dois dias depois, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão do canal e condicionou seu funcionamento ao registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula informou o endereço ao TSE, o que permitiu o restabelecimento do espaço. Cronologia: entenda o vaivém do canal 'Exército do Lula' na Justiça Eleitoral Na quinta-feira, a defesa de Lula pediu ao tribunal que retirasse o “Exército do Lula” do registro oficial da campanha. Os advogados argumentam que o canal é administrado por Janones de maneira independente, sem financiamento, estrutura ou orientação da candidatura. Também na quinta-feira, Janones apresentou um mandado de segurança ao TSE para pedir a anulação das decisões de Nunes Marques e garantir o funcionamento do canal, sem o risco de novos bloqueios administrativos. A movimentação ocorre na reta final da campanha, a dois dias do segundo turno. Nos bastidores, a preocupação é que uma nova suspensão impeça o uso do canal justamente nas últimas horas de mobilização dos eleitores. Até o momento, não há confirmação de uma nova decisão determinando a retirada do “Exército do Lula” do ar nesta sexta-feira.
Campanha se mobiliza contra retirada do canal Exército do Lula do ar
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