Calloni defende debate sobre vício em apostas: “Tem que ser controlado”

Calloni defende debate sobre vício em apostas: “Tem que ser controlado”

Durante a pré-estreia de Antártida, realizada no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio,Antônio Calloni conversou com a coluna Fábia Oliveirasobre o novo trabalho nos cinemas .

No filme dirigido por Bruno Safadi, o ator interpreta o Comandante Barros, um dos homens que integram a equipe isolada em uma estação de pesquisa brasileira na Antártida, onde um crime envolvendo uma jovem cientista dá início a uma investigação em meio ao confinamento e às condições extremas do local. Personagem em Antártida

À coluna, Calloni destacou que se interessou pelo personagem justamente pela situação-limite enfrentada por Barros e falou sobre o desafio de interpretar um homem ético e respeitado pela equipe em meio ao ambiente hostil da trama.

“Eu tenho que me apaixonar pelo personagem, e eu me apaixonei pelo Comandante Barros porque ele tá numa situação limite. Eu não posso dar spoiler, mas esse comandante é super ético, muito querido da equipe, extremamente competente, só que está numa situação limite”, afirmou.

Personagem em Coração Acelerado

O ator também relembrou Walmir, personagem que interpretou em Coração Acelerado. Na novela, o personagem é pai adotivo do protagonista João Raul e enfrenta um vício em jogos de azar, que acaba afetando a relação com o filho e colocando a família diante de diferentes conflitos.

Ao falar sobre a experiência, Calloni destacou a importância de abordar o vício em apostas no audiovisual e avaliou que a discussão sobre o tema precisa continuar.

“Foi fundamental. Outro personagem… como eu sempre digo, tenho que me apaixonar pelo personagem pra poder fazer o trabalho. E esse personagem me apaixonou, o Valmir, pelas características dele”, disse.

Segundo o ator, Walmir tinha uma personalidade amorosa e era movido principalmente pelo amor ao filho. Para Calloni, foi justamente esse sentimento que ajudou o personagem a deixar o vício.

“Ele tinha uma infantilidade muito grande, ele tinha algum problema cognitivo, mas era um sujeito extremamente amoroso e generoso. Tanto que, através do amor… o amor pelo filho, o amor pela Irene e no final adotando duas crianças… ele mostra que é um personagem extremamente amoroso. E o amor tirou ele do vício”, contou. 5 imagens Fechar modal. 1 de 5

Antonio Calloni no remake de Renascer Reprodução 2 de 5

Antonio Calloni Reprodução/Instagram 3 de 5

Antonio Calloni Divulgação 4 de 5

Antonio Calloni TV Globo/Reprodução 5 de 5

Antonio Calloni “A gente tem que debater muito esse assunto”

E seguiu refletindo sobre a importância de se debater o tema: “É um tema muito sério o tema das bets. A gente tem que debater muito esse assunto porque é um mal que tem que ser, no mínimo, controlado.”

Na sequência, Calloni defendeu que temas que afetam a sociedade continuem sendo levados para as produções audiovisuais.

“Todos os temas que afligem a sociedade têm que ser abordados no audiovisual e em todos os setores da sociedade brasileira. E o tema do vício em jogo é uma coisa muito grave, como tantos outros que existem. Mas a gente tá batalhando pra discutir essas coisas, e eu sinto que o povo tá cada vez mais politizado e mais consciente do que é necessário fazer.”

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