O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou, nesta terça-feira (15/9), o comportamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão da Corte, que ficou marcada por bate-bocas e que terminou sem definição sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
“O bate-boca entre ministros e o espetáculo degradante constrangem o país. Quando uma ministra [Cármen Lúcia] precisa vir a público pedir desculpas ao povo brasileiro pelo papel do próprio Tribunal, fica claro que a instituição perdeu o rumo”, escreveu ele em publicação no X.
O ministro Flávio Dino pediu vista e a sessão foi encerrada, com o placar de 4 a 3 contra a união dos casos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça em julgamento único. Dino tem agora até 90 dias de prazo para avaliar o caso, antes de liberar novamente os autos para o plenário.
Para Caiado, as discussões recorrentes entre os ministros, nesta terça, ultrapassaram “o limite do insustentável”. “Não podemos nos calar diante do que vimos hoje.”
O ex-governador de Goiás também disse que o país não pode permanecer, segundo ele, em um cenário de instabilidade. “Nós nos cansamos de ser reféns da instabilidade e não aceitaremos o apequenamento do nosso país. O Brasil precisa e vai voltar a ter ordem!”, escreveu.
A sessão no STF expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje. O bate-boca entre ministros e o espetáculo degradante constrangem o país. Quando uma ministra precisa vir a público pedir desculpas ao povo brasileiro pelo papel do próprio…
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) September 15, 2026
Mais cedo, Caiado já havia se manifestado defendendo a saída do ministro Alexandre de Moraes do STF, afirmando que a “única atitude aceitável” seria a sua retirada imediata.
Além disso, em publicação no X, o candidato declarou nunca ter visto um “escândalo dessa gravidade” atingir o Supremo e definiu o julgamento como um dia histórico. Sessão no Supremo O STF realizou nesta terça-feira (15/9) uma sessão extraordinária para julgar a abertura ou não de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, referente a mensagens trocadas com Daniel Vorcaro no âmbito do Caso Master. Na segunda parte da sessão, os ministros votaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O decano reuniu todos os processos que envolvem Moraes e a conduta de Mendonça, além de adiar o julgamento para o dia 23 de setembro. O ministro Flávio Dino pediu vista e a sessão foi encerrada. O placar da votação terminou em 4 a 3.

