Mary Hellen Coelho Silva foi presa junto com outro brasileiro em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, com 9 kg de cocaína. Advogados de Mary Hellen afirmaram que brasileira entrou como "mula" na Tailândia. Jovem foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão, divididos em 2 anos por crime civil e 7 anos e 6 meses por crime penal.
Para cumprir a condenação civil, a jovem precisaria pagar uma multa de 750 mil Baht, o equivalente a cerca de R$ 105 mil reais. Defesa conseguiu o perdão da multa e a pena foi reduzida para 7 anos e 6 meses por crime penal. A brasileira Mary Hellen Coelho Silva, de Pouso Alegre (MG), voltou ao Brasil após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia.
A informação foi confirmada ao g 1 pela advogada responsável pelo caso, Kaelly Cavoli Moreira. A data exata do retorno não foi informada. 📲 Siga a página do g 1 Sul de Minas no Instagram Segundo a advogada, Mary Hellen está recomeçando a vida com a família, após perder a mãe e o avô durante o período em que esteve presa.
A defesa também afirmou que a equipe jurídica ofereceu suporte à brasileira durante a prisão, mas relatou dificuldades na relação com a Embaixada do Brasil. "Ela respondeu ao processo de forma adequada na Tailândia. Fizemos tudo o que podíamos para apoiar a Mary Hellen durante o período e fornecemos todo o suporte possível.
Enfrentamos muitas dificuldades geradas pela própria embaixada brasileira, que dificultou o acesso e falhou na prestação de suporte", disse ao g 1. Procurado pelo g 1, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok, tomou conhecimento do caso em 2022 e prestou assistência consular à brasileira.
Segundo o ministério, o atendimento consular ocorre a partir do contato do próprio cidadão ou, dependendo do caso, de familiares. A pasta afirmou ainda que a atuação consular brasileira segue as legislações nacional e internacional. O Itamaraty ressaltou que, em respeito à privacidade dos cidadãos e em cumprimento à Lei de Acesso à Informação e ao Decreto nº 7.
724/2012, não divulga informações pessoais de brasileiros que solicitam serviços consulares nem fornece detalhes sobre a assistência prestada. Defesa relatou dificuldades Em abril, a defesa afirmou enfrentar dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação de Mary Hellen na Tailândia.
Segundo a advogada, o contato com a brasileira era praticamente inexistente desde o início do ano. De acordo com a defesa, a comunicação era feita anteriormente por chamadas de vídeo intermediadas pela embaixada brasileira. Esse suporte, no entanto, teria sido interrompido, o que, segundo Kaelly, dificultou o acesso a informações tanto para a equipe jurídica quanto para os familiares.
"Desde o início do ano, a Embaixada tem se recusado a prestar até mesmo os serviços mais simples de assistência consular. Essa postura tem inviabilizado o contato direto e o repasse de informações essenciais tanto para a defesa quanto para os familiares, configurando um verdadeiro cenário de abandono do cidadão brasileiro detido em jurisdição estrangeira", afirmou a advogada, em nota enviada na ocasião.
Na época, a defesa também apontou dificuldades relacionadas à barreira do idioma, às diferenças entre os sistemas jurídicos e ao fuso horário. A equipe jurídica buscava alternativas para acompanhar a fase final do cumprimento da pena. Em posicionamento ao g 1, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanhava o caso desde 2022.
Segundo a pasta, a assistência consular incluía visitas periódicas, oferta de auxílio material quando necessário e contato com as autoridades prisionais para acompanhar a situação da brasileira. O ministério afirmou ainda que a atuação seguia as diretrizes da Convenção de Viena sobre Relações Consulares e do Regulamento Consular Brasileiro.
PERFIL: Quem é Mary Hellen, presa na Tailândia com mais dois brasileirosCARTA: Mary Hellen escreveu para a família e disse esperar ver parentes 'o mais rápido possível'A LEI DA TAILÂNDIA: O que diz a lei na Tailândia sobre prisões por drogasRedução da pena e expectativa de retorno Ainda em abril de 2026, a defesa informou que o último contato com Mary Hellen havia ocorrido em novembro de 2025.
Na ocasião, segundo a advogada, a brasileira já havia conseguido uma redução significativa da pena após apresentar bom comportamento no sistema prisional. Ainda havia um pedido protocolado em dezembro de 2025, em que a análise era aguardada pela defesa. Segundo Kaelly, Mary Hellen também havia sido beneficiada pelo chamado Perdão Real em relação à multa, além de outras medidas que contribuíram para a redução da pena.
Naquele momento, a expectativa era de que o cumprimento da sentença fosse concluído no primeiro semestre de 2026. Diante das dificuldades para obter informações, familiares e advogados buscavam alternativas para acompanhar a situação da brasileira. Uma das medidas em estudo era a contratação de um advogado que atuasse diretamente na Tailândia, de forma particular ou voluntária.
A família chegou a buscar recursos para viabilizar esse acompanhamento. Relembre o caso Mary Hellen Coelho Silva foi presa em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, junto de outro brasileiro. Segundo as informações divulgadas na época, o grupo transportava 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos ocultos de três malas.
Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros 6 quilos da droga. Em 8 de maio de 2022, a Justiça tailandesa condenou Mary Hellen a 9 anos e 6 meses de prisão, divididos em dois anos por um crime civil e sete anos e seis meses por um crime penal. A sentença foi divulgada no Brasil no dia 11 de maio.
ENTENDA: O que se sabe e o que falta esclarecer sobre a prisão dos três brasileiros na TailândiaOUÇA: 'Fala pra ele mandar a gente pro Brasil, pra gente responder lá'; pediu Mary Hellen em áudio após ser presaPENA DE MORTE: 'Pagar com a vida é muito forte', diz irmã de brasileira presa por tráfico de drogas na Tailândia O advogado Telêmaco Marrace, que atuava no caso na época, informou que Mary Hellen se declarou culpada perante a Justiça tailandesa.
Segundo ele, a brasileira admitiu ter entrado no país com drogas e afirmou ter atuado como "mula" do tráfico. Até então, os advogados afirmavam que a jovem não sabia da existência da droga dentro da mala. Posteriormente, a defesa informou que a brasileira recebeu benefícios que reduziram a pena, incluindo o perdão dos valores da multa aplicada pela condenação civil, de 750 mil bahts, equivalentes a cerca de R$ 105 mil na cotação da época.
Veja no vídeo abaixo (fevereiro de 2022) como ocorreu a prisão de Mary Hellen e mais dois brasileiros na Tailândia. Veja mais notícias da região no g 1 Sul de Minas

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