Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121, 3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24, 7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos. Notícias relacionadas: Desemprego em 5, 2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012. Brasil cria 165, 8 mil postos de trabalho em agosto, aponta Caged. Do trabalho sem limite ao fim da 6 x 1: veja avanço da jornada no Brasil.
A criação de empregos caiu 43, 5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214, 6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Acumulado De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27, 9% no acumulado de vagas formais: 1.
248. 914 (nove meses de 2026); 1. 731. 398 (nove meses de 2025). Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores. Setores Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro.
Só a agropecuária demitiu mais do que contratou. Serviços: 81. 241 postos; Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19. 285; Comércio: 15. 697; Construção civil: 9. 468; Agropecuária: -4. 381. Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio.
No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal. Destaques Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18, 3 mil postos formais.
A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15, 4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13, 2 mil postos. Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2, 1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1, 48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9, 43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3, 87 mil. Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4, 66 mil) e serviços especializados para construção (3, 9 mil).
Regiões e estados Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro. Veja abaixo o desempenho de cada região: Nordeste: 49. 142 postos; Sudeste: 39. 404; Norte: 14. 748; Sul: 9. 949; Centro-Oeste: 7. 894. Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo.
Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19, 3 mil), Pernambuco (13, 3 mil) e Alagoas (11, 1 mil). As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista. Salário médio O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2. 429, 41. Isso representa: redução de R$ 1, 10 (-0, 05%) em relação a agosto (R$ 2.
430, 51); aumento de R$ 44, 90 (1, 88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2. 384, 51). Carteira assinada Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48, 35 milhões, alta de 0, 25% em relação a agosto e de 1, 65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
