A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ ) deflagrou, nesta terça-feira (22/9), uma operação para desarticular uma estrutura apontada como um dos principais canais de fornecimento de drogas do Comando Vermelho (CV).
A coluna apurou que entre os presos está Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como “Boss”, identificado pelos investigadores como fornecedor de drogas e articulador direto com lideranças da facção. Leia também Mirelle Pinheiro Líder do PCC citado na denúncia do caso Milton Leite é preso na Bolívia
A Operação Icarus cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas. Até o momento, seis investigados foram presos.
Segundo a investigação, Boss negociava cargas de drogas, organizava fretes e pagamentos e coordenava criminosos responsáveis pela logística do esquema. A polícia também afirma que “laranjas” eram utilizadas para movimentar dinheiro do tráfico.
A investigação chegou a Boss a partir de documentos apreendidos com Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o “My Thor”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.
Entre as anotações, os policiais encontraram registros da contabilidade do tráfico que indicavam pagamentos feitos por My Thor a uma pessoa identificada como “Boss”.
As diligências identificaram uma divisão de funções entre fornecedores, operadores logísticos, transportadores e responsáveis pela cobrança e pelo recolhimento de dinheiro. Drogas
Duas grandes apreensões foram relacionadas pela investigação à estrutura. Em fevereiro de 2024, 715, 7 quilos de cocaína e maconha foram encontrados em Guarulhos (SP).
Três meses depois, outros 73, 8 quilos de cocaína foram apreendidos em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. Juntas, as duas apreensões somam 789, 5 quilos de drogas.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a investigação indicam que as cargas faziam parte da mesma dinâmica de transporte interestadual de entorpecentes.
Empresas dos setores de transporte e logística também teriam sido utilizadas para ocultar e viabilizar o envio das drogas entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Movimentações
O braço financeiro é outra frente da investigação. A polícia identificou operações consideradas atípicas envolvendo investigados e empresas que podem ter sido utilizadas para ocultar ou dissimular recursos.
As movimentações comunicadas às autoridades financeiras chegaram a R$ 70, 49 milhões em um curto período.
A Operação Icarus é conduzida pelo Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral e pela Subsecretaria de Inteligência, com participação de órgãos de segurança do Rio e dos demais estados onde são cumpridas as ordens judiciais.

