Desde quando começou a receber pedidos de financiamento no âmbito do programa Brasil Soberano 3, na quinta-feira (17/9), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já recebeuR$ 8, 2 bilhões em pedidos de crédito.
Ao todo, foram protocolados 138 pedidos nos dois primeiros dias de operação. Desse total, R$ 1, 7 bilhão em créditos já foram aprovados até o momento , sendo R$ 794 milhões para empresas de setores industriais relevantes, como têxtil, químico, farmacêutico e fertilizantes.
Outros R$ 680 milhões foram para empresas exportadoras de bens duráveis, como aço e alumínio, e R$ 251 milhões para empresas que exportam para países do Golfo Pérsico. Além disso, do total de pedidos aprovados, R$ 683 milhões foram feitos para empresas do segmento de fertilizantes. Leia também Brasil BNDES aumenta para R$ 9 bilhões recursos do Plano Brasil Soberano 3 Brasil Governo amplia acesso ao Plano Brasil Soberano a mais empresas Brasil CMN aprova novas regras de crédito do Plano Brasil Soberano Brasil Em meio à guerra no Irã, governo libera R$ 15 bilhões via Brasil Soberano
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a intensa procura das empresas pelos recursos do Brasil Soberano mostra a importância de oferecer uma resposta em um momento de elevada incerteza no comércio internacional.
“Essa medida dá às empresas condições para que diversifiquem mercados para exportação e preservem a capacidade produtiva, contribuindo para fortalecer a competitividade da indústria brasileira. É uma demonstração concreta de que existe demanda por financiamento para enfrentar esse cenário e seguir investindo”, disse.
Brasil Soberano
A medida de socorro aos exportadores foi apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em resposta as tarifas, de até37, 5% , impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA).
A nova fase do Plano Brasil Soberano tem orçamento de R$ 22, 6 bilhões, sendo R$ 13, 5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 9, 1 bilhões do BNDES.
As linhas de financiamento abrangem: Aplicação para capital de giro; Capital de giro para exportação; Aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva; Investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção; Investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos; Outras hipóteses definidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

