Ausência, FCDF e suplência: como foi o debate do Metrópoles para o Senado

Ausência, FCDF e suplência: como foi o debate do Metrópoles para o Senado

O Debate doMetrópoles com os candidatos ao Senado do Distrito Federal teve como um dos principais destaques as críticas contra as candidatas ausentes: Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Leila do Vôlei (PDT) foram convidadas, mas não compareceram. Logo no ínicio do debate, o candidato Sebastião Coelho (Novo) elogiou Erika Kokay (PT), única candidata mulher no debate e chamou as ausentes de fujonas.

A ausência das candidatas também foi lamentada pelos demais candidatos. Erika Kokay disse que gostaria de ter perguntado à Bia Kicis (PL) porquê ela votou contra a equiparação salarial de homens e mulheres, mas não teve a oportunidade em função da ausência da candidata. A candidata então direcionou a pergunta sobre equidade salarial à Guto Felício (PSDB). O candidato afirmou que “estará à disposição para que as mulheres sejam defendidas”.

“Eu acho que as mulheres hoje tem um problema seríssimo com essa questão da violência. Eu acredito que nós temos que realmente fazer um projeto no Senado que defenda essas mulheres. Com certeza, eu defendo essas pautas. Eu acho que as mulheres hoje tem um problema seríssimo com essa questão da violência. Eu acredito que nós temos que realmente fazer um projeto no Senado que defenda essas mulheres”, disse.

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Críticas a suplentes

Em uma dobradinha, o candidato da direita, Sebastião Coelho, e a candidata da esquerda, Erika Kokay, criticaram as indicações de parentes como suplentes, citando especialmente Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL).

“Sebastião, nós sabemos que o mandato de senador é de oito anos e que há uma entrada muito grande de suplentes. Tivemos mais da metade dos mandatos sendo ocupados por suplentes nos últimos oito anos. Você acha correto que um suplente seja parente do titular? Você acha que isso não é tentar resolver problemas domésticos com orçamento público?”, questionou Erika.

Ao responder Erika, o desembargador disse que “foi uma grande decepção ver duas candidatas da direita praticando nepotismo de forma desavergonhada”.

“Fiquei muito surpreso ao saber que Bia colocou o filho como suplente e que Michelle colocou o irmão como suplente. Ou seja, eleitor, se você votar na Bia, você está votando no filho da Bia. E se você votar na Michelle, vai votar no irmão da Michelle. Foi uma grande decepção ver duas candidatas da direita praticando nepotismo de forma desavergonhada”, afirmou Coelho.

Fundo Constitucional

A discussão sobre o Fundo Constitucional do DF (FCDF) também fez parte do debate dos candidatos. Ronaldo Fonseca (PSD) questionou o candidato Marley (Avante) como ele reagiria caso o governo fizesse alterações no FCDF.

“Você conhece o Fundo Constitucional, o quanto é importante para nós em Brasília, bancando a Segurança, a Saúde e a Educação. Se você estiver no Senado e cair uma proposta do Executivo para mexer no fundo, com o senhor vai reagir?”

Marley afirmou que o “Fundo Constitucional é inegociável”.

“Nós temos que focar nisso também. Brasília abriga os Três poderes, já houveram várias tentativas de mudança e isso não pode acontecer. A saúde, a segurança e a educação dependem do fundo. Hoje Brasília está em um estado de pobreza tão grande”, declarou.

A candidata Erika Kokay também abordou o tema e esclareceu que a proposta de alteração da Receita Corrente Líquida com impacto sobre o Fundo Constitucional não partiu do governo federal, mas de uma emenda apresentada pela relatora. Em seguida, destacou o aumento nominal dos recursos do fundo e criticou a situação da saúde no DF.

“Tenho absoluta certeza de que Ronaldo não queria atentar contra a verdade. Mas também queria deixar claro que o Fundo Constitucional, no governo anterior, era de cerca de R$ 16 bilhões. Hoje, são R$ 28 bilhões. Isso não justifica que tenhamos uma saúde em que se espera cada vez mais para ter acesso a exames e consultas com especialistas. Uma saúde destruída pelo governo de Celina Leão”, apontou.

Proteção às mulheres

Guto Felício (PSDB) questionou Marley (Avante) sobre as medidas que ele pretende adotar no Senado para combater a violência contra as mulheres. Ao responder, Marley defendeu a criação de casas de acolhimento para mulheres vítimas de violência e medidas de preparação para o empreendedorismo, com o objetivo de ajudar as vítimas a conquistar independência financeira após uma possível separação do agressor.

“Não basta apenas incentivar a denúncia. Nós temos que acolher essa mulher e prepará-la para viver uma vida, depois, independente, profissionalmente e livre da violência”, afirmou Marley.

Guto levantou a ideia de apresentar proposta relacionada à empregabilidade dessas mulheres. “Quero apresentar um projeto no Senado para que as médias e grandes empresas empreguem essas mulheres vítimas de violência e criem creches dentro de suas instalações. Porque essas mulheres, na maioria dos casos, elas vivem com os agressores. Elas não têm como abandonar seu lar e deixar seus filhos”, disse Guto Felício.

Reforma do Judiciário

Marley (Avante) e Sebastião Coelho (Novo) discutiram reforma no sistema Judiciário. Coelho fez críticas ao STF e pediu afastamento de Alexandre de Moraes. Já Marley defendeu que tempo de permanência de ministros do Supremo seja definido e limitado.

“Eu defendo um mandato para os ministros do Supremo. É preciso acabar com essa coisa de ficar a vida toda no Supremo. Os amigos do rei não funcionam mais”, afirmou.

Já Coelho, disse que “o STF é o órgão de desagregação social com suas decisões políticas, direcionadas e infelizmente, agora, decisões corruptas. Como está devidamente documentado. O início da reforma do Judiciário é retirar esses ministros que estão envolvidos em coisas que não são compatíveis com a magistratura”, afirmou.

Leia também Distrito Federal Guto Felício pretende destinar 60% das emendas parlamentares à Saúde do DF Distrito Federal De olho em vaga no Senado, Marley sobre Fundo Constitucional: “Inegociável” Distrito Federal Debate para o Senado: candidatos propõem ações contra violência às mulheres

O debate ajudou a mostrar as propostas e estratégias de cada um dos candidatos presentes. O desembargador Roberval Belinati, presidente da comissão julgadora de direito de resposta, afirmou que o ocasião ajudou o eleitor indeciso e exaltou a importância do debate para o fortalecimento da democracia.

O debate do Metrópoles com candidatos ao Senado pelo Distrito Federal reuniu Erika Kokay (PT), Sebastião Coelho (Novo), Guto Felício (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD).
O debate tem patrocínio da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) e apoio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Leia a matéria completa em metropoles.com

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