O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) perdeu ao menos R$141 mil, após seu celular ser furtado , como afirma o parlamentar em boletim de ocorrência. O valor é provenientes de uma conta bancária não declarada à Justiça Eleitoral .
Por meio de sua assessoria de imprensa, o deputado, que disputa a reeleição, afirmou nesta terça-feira (15/09) que os valores transferidos decorreram de “contratações fraudulentas de empréstimos” ( leia mais abaixo ). 8 imagens Fechar modal. 1 de 8
Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) 2 de 8
Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 3 de 8
Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) Crédito/Câmara dos Deputados 4 de 8
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado Cezinha de Madureira (PL). Reprodução/Redes Sociais 5 de 8
Cezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 6 de 8
Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) Reprodução/Instagram 7 de 8
Deputado Cezinha de Madureira, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, diz que Bolsonaro vetará Marco Legal dos Jogos de Azar Divulgação 8 de 8
Deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP) Michel Jesus/Câmara dos Deputados
O furto relatado por Cezinha ocorreu três dias antes de ele ser alvo, nessa segunda-feira (15/9), de um mandado de busca e apreensão, da Polícia Federal, no âmbito da Operação Transparência. A investigação apura um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais. Furto e transferência para MG
Por meio da Delegacia Eletrônica, Cezinha de Madureira declarou que seu celular foi arrebatado por um ladrão, ainda não identificado, que ocupava uma moto. O crime ocorreu por volta das 12 h 30 na Rua Cubatão, na Vila Mariana, zona sul paulistana.
Em um intervalo de nove minutos, como registrou o parlamentar, foram feitos um Pix de R$ 84 mil, outro de R$ 16 mil e um TED de R$ 41 mil, totalizando R$ 141 mil.
O deputado diz ainda, como consta no documento policial, que as “transferências atípicas” foram realizadas de uma conta bancária “mantida junto ao Banco de Brasília [BRB]”, das quais encaminhou os comprovantes à Polícia Civil. A referida conta, porém, não consta nas declarações feitas pelo deputado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Leia também Alfredo Henrique Furto alegado por Cezinha antes de ação da PF foi registrado na polícia Igor Gadelha “Operadora de emendas” aparece como elo de Cezinha de Madureira com o STF Brasil Alvo da PF, Cezinha critica operação e nega ter cometido irregularidades Brasil Dino diz que Cezinha usava cargo para dizer ter influência entre ministros
A coluna apurou que todas as movimentações foram direcionadas para um mesmo CNPJ, de uma empresa criada há pouco mais de sete meses em Minas Gerais. O que diz o deputado
Como consta no TSE, Cezinha de Madureira declarou R$ 3. 104. 749, 28 em bens. A única instituição bancária mencionada à Justiça Eleitoral é o Bradesco, onde ele mantém cota de consórcios e uma conta poupança.
À coluna, a assessoria de imprensa de Cezinha afirmou que os valores movimentados, após o furto do celular, não constavam na conta omitida na declaração de bens. Elas, segue, decorreram de “contratações fraudulentas” de empréstimos.
Sobre a declaração à Justiça Eleitoral — onde não há menção à conta do Banco de Brasília — o parlamentar afirmou que ela contemplou bens e valores “efetivamente possuídos” por ele.
“Por óbvio, valores provenientes de empréstimos fraudulentamente contratados e, na sequência transferidos por terceiros não poderiam constar de declaração patrimonial referente a momento anterior à própria ocorrência da fraude”.

