Anvisa proíbe produto de medicina chinesa e berberina sem autorização

Anvisa proíbe produto de medicina chinesa e berberina sem autorização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e usodo produto Soll Q 75. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e vale para todos os lotes do item.

Segundo a agência, o produto era apresentado como item da medicina tradicional chinesa e vendido diretamente ao consumidor, sem exigência de prescrição ou acompanhamento profissional. A Anvisa também identificou adivulgação de promessas de tratamento, o que não é permitido nesse tipo de produto. Venda irregular levou à proibição

De acordo com a resolução, as alegações terapêuticas retiram o produto da categoria de medicina tradicional chinesa. Nesses casos, ele deve seguir as regras aplicadas a medicamentos, com avaliação prévia antes da liberação.

A Anvisa informou que não há comprovação de regularização sanitária nem autorização das empresas envolvidas para fabricar ou vender o produto como medicamento. A decisão impede a produção pelas empresas Método Quantumbio e Nattubras. Leia também Saúde Anvisa determina recolhimento de suplementos vendidos de forma irregular Saúde Anvisa aprova dois genéricos de liraglutida para obesidade e diabetes Celebridades Mulher de Lito Sousa dá detalhes tratamento liberado pela Anvisa Saúde Anvisa aprova importação de medicamento experimental para Lito Sousa Restrição inclui produtos com berberina

A medida também inclui produtos à base de berberina que não tenham registro , notificação ou cadastro no país. Sem esse processo, não há verificação sobre qualidade, segurança e composição.

A berberina é um composto natural da classe dos alcaloides, presente em plantas. Segundo informações da Cleveland Clinic, a substância é utilizada há séculos na medicina tradicional chinesa e tem sido estudada por possíveis efeitos no controle da glicose , do colesterol e em doenças inflamatórias.

Ainda de acordo com a instituição, os estudos disponíveis são limitados e devem ser interpretados com cautela. Por isso, o uso sem avaliação sanitária e sem orientação adequada pode trazer riscos ao consumidor.

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