O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, se manifestou, na tarde desta sexta-feira (11/9), ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre seu afastamento do cargo, determinado na última terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça. No documento, ele defendeu os relatórios da corporação e afirmou que a PF não realizou monitoramentos ilícitos.
Andrei declarou que o relatório elaborado pela corporação é legal e que faz parte das atividades de inteligência da PF produzir documentos para subsidiar tomadas de decisão. Leia também Mirelle Pinheiro Andrei tem até esta sexta para se manifestar ao STF sobre afastamento da PF Mirelle Pinheiro Padrasto é preso suspeito de estuprar e engravidar enteada de 13 anos Mirelle Pinheiro Falsos advogados usavam foto de criança com leucemia para aplicar golpes
“A interpretação com base na referida premissa equivocada inviabilizaria a atividade de inteligência em si, uma vez que não se pode qualificar como vigilância a análise, pelo órgão, das circunstâncias institucionais que afetam as investigações que ele próprio conduz. Não houve, portanto, qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas.”
Andrei negou que tenha havido monitoramento ilícito do ministro André Mendonça, tampouco de Jorge Messias, advogado-geral da União.
“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados, ou qualquer medida invasiva”, argumentou o diretor-geral.

