Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal pode ameaçar a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para a Corte .
Messias é o nome escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada por Luiz Roberto Barroso no STF. O ministro chegou a ser indicado pelo petista, mas teve o nome rejeitado pelo Senado Federal em maio deste ano. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3
Lula e Jorge Messias BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto 2 de 3
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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius. foto
Para aliados do presidente, a situação se agravou ainda mais nesta terça-feira (8/9), após o ministro do STF André Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Leia também Milena Teixeira Alcolumbre manterá freio a pautas contra STF apesar de avanço da crise Milena Teixeira Decisão de Mendonça divide aliados de Lula sobre Conselho da República Milena Teixeira Caiado chama decisão de Mendonça de “corajosa” e aplaude afastamento na PF
Na avaliação de integrantes do governo, houve demora na adoção de medidas e falhas na condução do processo.
Esses interlocutores consideram que a AGU não teria atuado de forma suficiente para antecipar os desdobramentos e impedir que o episódio ganhasse maiores proporções.
Para eles, o caso, que agora envolve diretamente o Supremo e a cúpula da Polícia Federal, pode ampliar ainda mais a resistência ao nome de Messias.
Como a coluna mostrou nas últimas semanas, o governador interino do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça do estado, Ricardo Couto, ganhou força nos bastidores como possível nome a ser indicado pelo presidente Lula.
Em meio às especulações, a primeira-dama Janja, inclusive, irá sediar um evento no TJ-RJ nesta quinta-feira (10/9).

