21 partidos reconheceram vitória de Lula; 7 não se manifestaram

21 partidos reconheceram vitória de Lula; 7 não se manifestaram

Pelo menos 21 partidos reconheceram a reeleição de Lula. O senador derrotado Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos e contestou o resultado das urnas. Nos EUA, Flávio Bolsonaro publicou cartas contestando o resultado do pleito. O TSE atestou a regularidade e normalidade das eleições ocorridas neste domingo (25). Siglas de oposição como PL, União Brasil, MDB e PSD defenderam o resultado das urnas. Já o partido Novo questionou as instituições e criticou o PT. Em nota conjunta, partidos aliados de Lula afirmaram rejeitar interferência estrangeira na eleição. Até o fechamento do levantamento, 7 legendas não haviam se manifestado. Pelo menos 21 partidos políticos divulgaram manifestações públicas em que reconhecem a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. O petista conquistou a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o país após o resultado. Após desembarcar nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta com teor golpista, na qual afirmou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil", o "presidente eleito". 🔎Após divulgar a primeira carta, em formato de imagens, em uma rede social, Flávio divulgou uma nova carta, também em imagens, em que substituiu as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder". Segundo levantamento feito pela TV Globo a partir de notas oficiais e publicações das legendas e de seus dirigentes, 21 partidos reconheceram a vitória do petista; o partido Novo questionou as instituições e afirmou que o país "não é uma democracia"; e outros sete não se manifestaram. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atestou a regularidade do processo eleitoral e reconheceu a vitória do presidente Lula ainda no domingo (25), após a totalização dos votos. Depois da divulgação da carta de Flávio, questionando o resultado nas urnas, o presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques e indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade". Entre as siglas que reconheceram a vitória estão o PL — partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, Podemos e Avante, além de partidos de esquerda, como PSOL, UP e PSTU. O reconhecimento do resultado eleitoral não significa, necessariamente, apoio ao governo eleito. Algumas legendas fizeram manifestações institucionais sobre o resultado, enquanto outras aproveitaram o momento para apresentar críticas políticas ou defender seus próprios projetos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil tem 30 partidos políticos registrados. A relação usada no levantamento reúne 29 siglas, sem incluir o PT, partido de Lula. Partidos reconheceram a vitória em manifestações públicas Entre os partidos que se manifestaram estão legendas de diferentes espectros políticos, inclusive algumas que fizeram oposição ao presidente durante a campanha. O PL, partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, publicou uma manifestação sobre o resultado. União Brasil, MDB, PSD e Republicanos também defenderam o resultado declarado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No campo da oposição, o PSDB também se manifestou. Já partidos como PSOL, PDT, Cidadania, PSB, Podemos, Partido Verde (PV), Rede Sustentabilidade, Unidade Popular (UP) e PSTU publicaram notas ou mensagens relacionadas ao resultado eleitoral. Em nota, os partidos PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT afirmaram que "o Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático". "O candidato derrotado nas eleições fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira. Não por acaso, o candidato derrotado buscou abrigo justamente junto a Trump, que atuou abertamente para interferir em nossas eleições", afirmaram os partidos. "A contestação do resultado não se sustenta. A prorrogação do horário de votação foi pedida pelas duas campanhas, PT e PL, por restrição em transportes públicos e chuvas fortes, e concedida de forma isonômica a todo o país", disseram as siglas. O União Brasil, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, defendeu o reconhecimento do resultado da eleição e afirmou que "é hora de encerrar a disputa". "A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado", declarou a legenda. "Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país. A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós", afirmou o presidente nacional do partido, Antonio Rueda. O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também classificou como "incompreensível" o comportamento de Flávio Bolsonaro, derrotado nas urnas. "O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população [...] Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral". O MDB também divulgou uma manifestação em defesa do resultado. "O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo", afirmou o partido. O Partido da Causa Operária (PCO) reconheceu a vitória de Lula, mas também publicou manifestações nas quais afirma que Flávio Bolsonaro é perseguido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O partido Missão também foi considerado no levantamento. Embora não tenha publicado uma manifestação direta da legenda reconhecendo a vitória, seu presidente, Renan Santos, deu entrevistas comentando o resultado eleitoral. Novo questiona democracia no Brasil O Novo adotou uma posição crítica e publicou uma manifestação afirmando que Lula utilizou a máquina pública para se reeleger e levantando questionamentos sobre o regime democrático brasileiro. "Como se não bastasse fazer uma campanha cheia de mentiras, o PT usou como nunca a máquina pública e o STF para se manter no poder. Temos três ações pedindo a cassação da chapa de Lula", diz a publicação. Sete partidos não se manifestaram Até a conclusão do levantamento, sete legendas não se manifestaram sobre o resultado das eleições: Progressistas, Agir, Mobiliza, Democracia Cristã (DC), Solidariedade, Democrata e Partido Renovação Democrática (PRD).

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